Dificilmente os grupos de Whatsapp vão ajudar na organização da direita

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Por Wilson Oliveira

A eleição de 2022 promete ser muito mais complicada do que foi a de 2018, apesar do cenário apresentar uma coligação mais confortável para o presidente Jair Bolsonaro, com as participações de partidos como PP, PL, Republicanos e PSC. 

Além da mídia e de todo restante do establishment político jogando contra, os conservadores enfrentarão uma perseguição judicial por parte dos concentradores de poder como há muito tempo não se via no Brasil. Aliás, é algo parecido com o que os comunistas enfrentaram na época do Regime Militar. 

A estratégia utilizada em 2018, onde centenas de milhões de brasileiros, de forma totalmente espontânea, compartilharam de uma maneira frenética, intensa e ininterrupta conteúdos de apoio a Bolsonaro na internet dificilmente poderá ser repetida, até porque é justamente esse modus operandi que está no centro dessa perseguição. 

Insistir nisso, portanto, será facilitar o trabalho daqueles que planejam silenciar os conservadores. Soma-se a isso o fato de a direita precisar urgentemente se organizar para além das atuações nas redes sociais. E essa organização dificilmente surgirá de grupos de WhatsApp ou de canais do Telegram. 

>>> A direita precisa reagir com inteligência a essa perseguição!

É exatamente por esse motivo que O Congressista sugere que os conservadores comecem a se movimentar para fazer reuniões fora da internet. E para tal não é necessário nenhum plano mirabolante. Esses encontros podem acontecer entre sete, oito, nove, dez pessoas. Podem ser conhecidos do bairro, da escola, da faculdade, do trabalho, da academia. 

É claro que se essas reuniões acontecerem de maneira presencial será o ideal, mas podem acontecer até mesmo por videoconferência. O mais importante é que possibilitem os debates sobre política, sobre o que fazer, não apenas para reforçar o apoio a Bolsonaro, mas também para driblar a perseguição a qual os conservadores são vítimas. 

Mas é fundamental reforçar que se reunir para debater esse tipo de situação é muito diferente do que acontece em grupos de WhatsApp, onde 100 pessoas se juntam pra ficar compartilhando 800 conteúdos por dia e raramente há algum diálogo.

Através dessas reuniões, podem surgir a formação de associações, movimentos, até mesmo partidos políticos. São justamente iniciativas desse tipo que irão pavimentar o caminho para a tão sonhada organização da direita com a formação de uma base política. Mas isso depende dos direitistas deixarem a webdependência de lado.