PP sugere apoio a Alckmin para governo de SP, mas Bolsonaro recusa

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Por Wilson Oliveira

O PP, um dos principais partidos da chapa bolsonarista, lançou uma cartada para tentar solucionar duas questões referentes à eleição para o governo de São Paulo: apoiar o ex-governador Geraldo Alckmin. Seria um incentivo para Alckmin se filiar ao União Brasil e trazer o partido para a coalizão de Bolsonaro, além de pisar com força no calo do atual governador João Doria, um dos maiores adversários de Jair Bolsonaro e que também virou rival de Alckmin.

No entanto, o presidente foi bastante enfático e recusou de imediato a ideia. Bolsonaro deixou claro que quer um "nome seu" para a disputa do Palácio Bandeirantes por considerar São Paulo essencial para a recuperação da economia do país. O chefe do governo federal ainda acredita que convencerá o ministro da infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas a aceitar a missão. 

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O PP não desistiu totalmente da ideia e voltará a apresentá-la ao presidente da república caso Tarcisio continue irredutível ao convite de disputar a eleição para o governo de São Paulo. Até o momento, é sabido que Bolsonaro não tem um plano B para o Palácio Bandeirantes. Em conversa com apoiadores no cercadinho do Planalto, o presidente chegou a afirmar que ainda não tem um nome para o estado. 

Geraldo Alckmin, por sua vez, sequer decidiu se vai mesmo se filiar ao União Brasil. O PSD, com apoio do PT, é outro partido que tenta obter o reforço de Alckmin para os seus quadros, o que pode mudar completamente essa proposta do PP. E o próprio União Brasil ainda não deu uma sinalização positiva ao PP sobre essa ideia, pois prefere primeiro resolver se vai mesmo receber a filiação de Alckmin.

A ideia apresentada pelo PP seria uma dobradinha com Alckmin para o governo paulista e Ricardo Salles para o Senado. A parte de Salles disputando para ser senador por São Paulo agrada Bolsonaro e pode se tornar realidade. O ex-ministro já vinha estudando se filiar ao PP antes mesmo de Bolsonaro nomear Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, como ministro-chefe da Casa Civil.