Silenciosamente, PSC prepara o bote para filiar deputados bolsonaristas

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Por Wilson Oliveira

Independente da decisão final de Jair Bolsonaro sobre a própria filiação - se será no PL ou no PP - uma ala dos deputados federais fiéis ao presidente da república já bateu o martelo: não vai nem para um nem para o outro desses dois partidos. Os integrantes dessa turma não acham uma boa ideia se filiarem a uma legenda envolvida até a alma com os escândalos de corrupção dos governos PT.

O principal nome desse grupo é o do príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), que lidera, por parte desses deputados conservadores, as negociações para uma entrada do grupo no PSC. Os demais deputados que participam dessas conversas são Bibo Nunes (PSL-RS), Coronel Tadeu (PSL-SP), General Girão (PSL-RN), Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e Marcelo Brum (PSL- RS).

Os motivos para esses deputados preferirem uma filiação ao Partido Social Cristão é por enxergarem um viés mais conservador no programa da legenda, além de trabalharem com a possibilidade de mais abertura para comandarem a organização do partido visando a eleição para a Câmara dos Deputados. Prova disso é que eles estão mantendo essas conversas diretamente com o presidente nacional do PSC, o ex-senador Marcondes Gadelha.

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Gadelha, inclusive, ainda não desistiu de ter o próprio Jair Bolsonaro no seu partido. Caso a filiação pouquíssimo provável aconteça, seria um retorno de Bolsonaro a uma das legendas da qual fez parte. O presidente foi do PSC de 2016 a 2017, antes de se transferir para o PSL.

No entanto, o ex-senador tem afirmado a esses deputados conservadores que embora o partido esteja com as portas abertas para eles e para o presidente Jair Bolsonaro, o mesmo não acontece para os bolsonaristas considerados pelo próprio Marcondes Gadelha como "radicais". 

Fontes do PSC revelara a O Congressista que a legenda concorda que críticas precisam ser feitas ao STF, por exemplo, mas que não compactua com aqueles que costumam usar artifícios de violência nessas críticas. Curiosamente, o mesmo foi dito a Jair Bolsonaro quando ele negociava sua filiação com o PP. Apenas o PL se mostrou aberto a receber até mesmo essa ala mais combativa, que por sua vez tem uma preferência pelo PTB.