Tarcísio aceita concorrer ao governo de SP


Por Wilson Oliveira

O martelo está batido. O ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas aceitou concorrer na eleição para o governo de São Paulo. O anúncio público, entretanto, se dará após o lançamento das próximas rodadas de pesquisas.

Vários partidos políticos, tanto os que apoiam o presidente Bolsonaro como os que fazem oposição, já foram informados que o nome do ministro apresentará um crescimento nos próximos levantamentos nos cenários sem o ex-governador Geraldo Alckmin, alcançando o segundo lugar, com empate técnico com o petista Fernando Haddad, por ora primeira colocado. 

Ainda não se sabe, no entanto, se os institutos irão apresentar cenários que contenham o nome de Alckmin. Nesse caso, Tarcísio cai para quarto lugar, ficando com menos de 10% de votos. Partidos que tentam construir uma terceira via, como o PSD e o União Brasil, torcem para que as pesquisas tragam o nome do Geraldo Alckmin como um dos postulantes ao Palácio dos Bandeirantes.

Mas enquanto não ocorre a divulgação de nova rodada de pesquisas, o ministro do governo federal intensificou agendas em São Paulo e ficou animado ao testemunhar, pessoalmente, a aceitação ao seu nome, principalmente por parte do empresariado. Ele também visitou políticos do estado, como prefeitos do interior e a deputada estadual Janaina Paschoal, com quem conversou por cerca de quatro horas. 

>>> A direita precisa reagir com inteligência a essa perseguição!

Fonte próxima a Tarcisio repassou a O Congressista que a pré-candidatura do titular da Infraestrutura ao Palácio dos Bandeirantes está sendo bem recebida não apenas por empresários bolsonaristas, mas também pela parcela do empresariado que apoiará Sérgio Moro na eleição presidencial e também por empresários que ainda não decidiram em quem votar para presidente.  

Tarcísio Gomes de Freitas está sendo visto em São Paulo como um nome eficiente, ótimo gestor, com diálogo muito positivo com a classe produtiva e sem os vícios dos políticos tradicionais. Seus auxiliares, no entanto, relatam que ainda é preciso aproximar o nome do ministro aos eleitores das classes C e D.

No PL, entretanto, ainda existe uma desconfiança. Dirigentes do diretório paulista do partido ainda acreditam que essa boa relação do ministro com parte do empresariado paulista não será suficiente para colocá-lo no segundo turno, pois para isso, segundo esses dirigentes, é preciso conquistar o "povão" na capital e/ou a grande massa de eleitores tucanos do interior.  

E justamente por conta dessa desconfiança do PL, Tarcísio Gomes de Freitas ainda não se decidiu por qual partido irá concorrer. O presidente Jair Bolsonaro faz pressão para que seu ministro vá para a mesma legenda que a sua, mas o PSC e o Republicanos estão se mostrando mais interessados na filiação de Tarcísio. 

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