Mentor de Vladimir Putin quer a destruição de todo Ocidente


Por Wilson Oliveira

O site Brasil Sem Medo trouxe um artigo bastante esclarecer sobre o professor Alexander Dugin, da Universidade de Moscou, uma das mentes mais influentes da elite russa e considerado o verdadeiro "guru" de Vladimir Putin. O artigo traz o seguinte título: Esoterismo e utopia coletivista: as ideias por trás da Rússia de Putin.

O subtítulo completa a explicação inicial do conteúdo com as seguintes palavras: Com a promessa de "destruição construtiva", a Rússia vende uma nova ordem para justificar o seu expansionismo.

O texto contextualiza que Dugin é, talvez, o principal nome do chamado neoeurasianismo russo, doutrina que já atendeu pelo nome de "nacional-bolchevismo", espécie de nacionalismo antiliberal que congrega grupos de extrema direita e extrema esquerda. Cristian Derosa, autor do artigo, tambem revela que o intelectual russo é adepto do tradicionalismo de René Guenón, considerado por Olavo de Carvalho como o precursor e idealizador da atual islamização da Europa. Esse tradicionalismo guarda profundos vínculos com o esoterismo.

 

Lendo as informações históricas e entendendo toda a Quarta Teoria Política, Derosa deixa ainda mais claro o fato do Marxismo, teoria política implantada na Rússia na época da URSS, ter colocado em prática, no Ocidente, através da Escola de Frankfurt, um esquerdismo progressista com o objetivo justamente de enfraquecer os países ocidentais levando-os a completa falência. 

Tão importante quanto o conhecimento desse fato é saber que a própria Rússia não tolera essa sua criação do esquerdismo progressista e suas bandeiras identitárias, algo que também é completamente repelido pelo marxismo original. A Rússia não é, portanto, anticomunista por ser anti-identitária, pois o identitarismo é uma criação que veio muito depois do marxismo. Prova disso é que Putin classifica o fim da União Soviética, berço do marxismo, como "a maior tragédia geopolítica" do século passado.

O artigo do "Brasil Sem Medo" esclarece que ao propor uma alternativa para superar o globalismo ocidental intoxicado pela derrota moral provocada pelo progressismo, os duginistas, como Putin, oferecem outro tipo de globalismo: uma espécie de coletivismo com mitos esotéricos comuns ao nazismo, como os reinos da Atlântida e a terra mitológica de Hiperbórea, da qual os russos e chineses seriam descendentes mais próximos.

No debate com o professor Olavo de Carvalho, lembra o artigo do BSM, Dugin deixa claro, ao utilizar a "estrela do caos" como símbolo da sua teoria, que aposta na destruição total do Ocidente como meio de salvação do mesmo. Essa tática repete o modelo de René Guenón, que dizia que ao Ocidente restava a islamização ou a destruição.

 

A Quarta Teorica Política, fundamentada por Dugin, vem ganhando adeptos ao redor do mundo. Esse público se mostra bastante eclético. Em uma palestra feita no Brasil, em 2011, na cidade de Curitiba, o intelectual russo reuniu na plateia lado a lado figuras como militares, militantes comunistas ortodoxos, sacerdotes ortodoxos, padres católicos, integralistas, artistas pós-modernistas, góticos, punks e motoqueiros, todos unidos por um único ponto em comum: o ódio à sociedade em que vivem e a vontade de ver tudo que os cercam sendo completamente destruído.

O artigo do "Brasil Sem Medo", escrito por Cristian Derosa, vai totalmente ao encontro do que este que vos escreve disse em um vídeo do canal O Congressista sobre o fato da ala da direita que apoia Vladimir Putin poder ser classificada como "direita destrutiva". Interessante notar que o episódio das invasões russas na Ucrânia serviram para mostrar que assim como na direita, também há na esquerda uma ala abertamente destrutiva que também nutre simpatia pelo líder da Rússia. 

A diferença dessa para a outra ala da esquerda, identitária, é que os esquerdistas seguidores de Putin sabem que estão desejando a destruição do Ocidente, sob o pretexto de querer destruir 'apenas' o "imperialismo", enquanto a esquerda identitária também promove a destruição do Ocidente, mas sem perceber, imaginando que está contribuindo para o "progresso" do mundo ao permitirem se transformar em fantoches de políticos que dizem defender as minorias, mas que na verdade só querem controlar o imaginário da população, através de censura e coerção, fidelizando uma indústria de votos.


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