Patriota é o partido com mais chances de receber filiação de Bolsonaro

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Por Wilson Oliveira, Lucas Fraternais e Raul Prudens

O Patriota disparou na bolsa de apostas como partido mais provável para receber a filiação do presidente Jair Bolsonaro. A informação, inicialmente publicada por alguns sites nesta sexta-feira, foi confirmada por O Congressista neste sábado. Fontes ligadas ao Planalto revelaram que a legenda é a que mais agrada o clã Bolsonaro. 

O motivo para o Patriota largar na frente de PP, PTB e Republicanos é o fato de aliados do presidente assumirem o comando de diretórios estaduais sem grandes dificuldades, o que é considerado essencial para Jair Bolsonaro, pois ao contrário de 2018, ele quer que pessoas da sua inteira confiança articulem as candidaturas para deputado federal, senador e governador na eleição de 2022.

"No PP, PTB e Republicanos esquece, são partidos cheios de vícios igual o PSL. Veríamos a repetição dos mesmos problemas que vimos em 2018 caso o presidente se filiasse em algum desses partidos", revelou a fonte procurada por O Congressista

"Mas isso não quer dizer que vamos nos afastar desses partidos. São legendas grandes, que agregam muito apoio no Congresso Nacional e que faremos de tudo para que estejam aliadas ao Patriota quando essa filiação for oficializada", completou a fonte.

O Congressista também entrou em contato com uma fonte ligada ao Patriota, que revelou não haver nada acertado entre partido e Jair Bolsonaro. Além disso, essa fonte afirmou que a negociação não é tão simples como as pessoas imaginam.

"De 2017 pra 2018, o partido mudou o nome para Patriota e alterou o seu estatuto, que agora é 100% conservador, isso tudo pra receber o presidente Bolsonaro. Mas fomos chutados, pois um monte de gente de caráter duvidoso levou o presidente pro PSL", afirmou a fonte do Patriota. 

"Mesmo assim, continuamos apoiando a sua candidatura e agora estamos na base do governo, votando tudo de acordo com os desejos do Planalto. Mas para acontecer essa filiação, é preciso conversar com todo diretório nacional, não apenas com o presidente Adilson Barroso", concluiu a fonte, esclarecendo que a negociação precisa ir além de conversas entre Bolsonaro e o comandante do Patriota.

PSL corre o risco de encolher

Caso Jair Bolsonaro realmente se filie ao Patriota, duas questões importantes irão acontecer na Câmara dos Deputados: a migração de deputados bolsonaristas do PSL para o novo partido de Bolsonaro, o que só poderá acontecer no primeiro semestre de 2022. Isso afetará, por exemplo, a distribuição dos fundos partidário e eleitoral, além do tempo de TV. Enquanto o partido de Luciano Bivar perderá em todos esses quesitos, a legenda de Barroso sairá ganhando.

Nos tamanhos das duas bancadas na Câmara, a mudança será profunda. O PSL deve passar de 50 para 20 deputados, enquanto o Patriota passará de cinco para 35, tornando-se, portanto, uma das maiores bancadas. Isso fará com que o novo partido do presidente passe a ter uma voz mais decisiva na base do governo, dividindo o poder de decisão com o PP, que tudo leva a crer vencerá a eleição da Casa com o deputado Arthur Lira.    

Trump quer criar partido Patriota nos EUA

Fontes ligadas aos deputados bolsonaristas revelaram que os parlamentares mais fiéis a Bolsonaro estão bastante entusiasmados com a possibilidade de filiação ao Patriota, que é o partido preferido deles. Inclusive, alegam que esse movimento reforçará a ideia de criar uma liga de partidos conservadores nas Américas do Norte, Central e do Sul, com Donald Trump criando um partido com mesmo nome nos EUA.  

A ideia seria frear o crescimento esquerdista no partido Democrata nos EUA, além de enfraquecer o esquerdismo na América Latina, oferecendo ao povo de cada um desses países uma opção conservadora nas próximas eleições. Esse é um dos objetivos, por exemplo, do Instituto Liberal-Conservador, lançado por Eduardo Bolsonaro em dezembro do ano passado.

Governo Bolsonaro precisa se defender das acusações sobre Manaus

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Por Isadora Salutem

Chega a ser irritante ver como o governo Bolsonaro apanha todo santo dia na mídia e é totalmente incapaz de se defender como deveria, institucionalmente, para todos os brasileiros. 

A tragédia ocorrida no Amazonas é um daqueles episódios que será lembrado por muitos anos. É revoltante imaginar que 213 pessoas foram sepultadas no mesmo dia por morreram sufocadas porque o governador do estado não fez o dever de casa de comprar respiradores certos, em locais apropriados.

De acordo com a Revista Oeste, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), gravou um vídeo pedindo o impeachment de Wilson Lima (PSC) por ele ter comprado respiradores falsos, por um preço superfaturado, em uma loja de vinhos. 

Outras reportagens da própria grande mídia, como Estadão, G1 e Correio Braziliense revelam que o governador amazonense deve explicações desde o início da pandemia de covid-19 por péssima gestão com dinheiro público.

E o governo federal está sofrendo com o peso de tudo isso porque, sabemos muito bem, há muitos interessados na queda do presidente Jair Bolsonaro que aproveitam absolutamente qualquer coisa para fazer barulho pedindo o seu impeachment.

Longe de mim querer ensinar político experiente e eleito democraticamente a governar. No entanto, por conta da minha profissão de jornalista, acredito que posso dar um toque sobre a comunicação. Caríssimo presidente, vossa excelência falha miseravelmente nesse ponto. 

Jair Bolsonaro divulgou um vídeo no seu canal oficial no Telegram e em outras redes sociais elencando as vultuosas ajudas do governo federal ao estado do Amazonas. Só que isso não deveria ficar restrito à internet. Era preciso marcar uma coletiva de imprensa e prestar contas de tudo isso. 

Não adianta a bolha de apoio saber que Bolsonaro não é o maior culpado enquanto todo o resto do mundo estiver recebendo uma versão completamente diferente sobre o que está acontecendo no Brasil.

Se pegarmos as declarações de políticos como Rodrigo Maia ou de qualquer outro filiado de partidos da extrema-esquerda, ou reportagens da grande mídia nesses últimos dias, como o "desabafo" de Willian Bonner no Jornal Nacional, vai parecer que o Messias não passa de um diabo que faz pouco caso da morte da população. 

Essa fome insaciável pela destruição do governo está causando distorções inaceitáveis no curso da história brasileira. Em meio a essa tragédia em Manaus, está parecendo que as autoridades de lá são meros cordeirinhos que não fizeram nada de errado. Capaz de saírem de tudo isso como vítimas. 

E se tem uma coisa que Bolsonaro é culpado é em ignorar a comunicação tradicional, institucional, profissional. E não me importa se general A ou B está o aconselhando a agir dessa forma covarde e amadora. O presidente da república é ele, a última palavra é dele. E quem sofrerá as maiores consequências da escolha do governo também será ele.

Resenha Política #2: ''É ótimo pro Bolsonaro a mídia estar contra ele''

resenha

Tema do Resenha Política #2:
Como o presidente Jair Bolsonaro deve reagir aos pedidos de parte da imprensa brasileira pelo seu impeachment?

Antônio Fidelium: mudar a forma de se comunicar, o que sabemos que Bolsonaro não irá fazer.

Lucas Fraternais: continuar tocando o seu governo focado em obter maioria no Congresso, pelo menos na Câmara.

Raul Prudens: Bolsonaro com maioria na Câmara é o grande temor da mídia brasileira.

Lucas Fraternais: quanto mais jornalistas de certo veículos pedirem impeachment de Bolsonaro, mais ele vai ganhar apoio.

Isadora Salutem: na verdade isso só serve pra ele manter apoio daqueles que não deixariam de apoiá-lo nunca.

Raul Prudens: discordo. Dentro da esfera conservadora, há muitos que precisam desse combustível pra continuar apoiando ao presidente.

Lucas Fraternais: e esses jornalistas ficando contra o Bolsonaro é bom.

Raul Prudens: é ótimo.

Lucas Fraternais: com certeza.

Antônio Fidelium: precisar de uma briga ininterrupta com veículos de comunicação pra manter apoio ao presidente do país. É por isso que a direita brasileira é inócua...

Raul Prudens: se Bolsonaro tentar agradar isentões que acreditam na grande mídia, aí sim ele estará perdido.

Lucas Fraternais: e a direita ficará ainda mais inócua.

Isadora Salutem: eu acho que vocês estão supervalorizando a quantidade de eleitores que prioriza briga do Bolsonaro com a grande mídia.

Antônio Fidelium: essa visão de bolha é um perigo, pois foi essa mesma visão que fez a esquerda achar que dominava o coração do povão brasileiro.

Isadora Salutem: foi acreditando nisso que a esquerda tomou um tombo feio na preferência.

Lucas Fraternais: não adianta, em 2022 o cenário será quem está ao lado do Bolsonaro e quem está contra.

Raul Prudens: por isso será perda de tempo o Bolsonaro tentar agradar quem é isentão.

Antônio Fidelium: justamente pelo fato da divisão ser essa que o Bolsonaro precisa aumentar o seu lado.

Isadora Salutem: não dá pra gente imaginar que o Brasil estará dividido em prós e contras e que o lado dos prós será automaticamente maior.

Antônio Fidelium: Bolsonaro é um político, o presidente da república. É uma coisa que traz muito desgaste pra qualquer um, brigando ou não com veículo de comunicação.

Isadora Salutem: aqui no Rio, o Crivella brigou feio com a Globo e mesmo assim perdeu a eleição. Onde estariam os eleitores movidos a esse tipo de “estratégia”?

Lucas Fraternais: eleição pra presidente é diferente de eleição pra prefeito. Briga com veículo de comunicação é questão nacional, não municipal.

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda.

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Editorial: O Congressista seguirá no Twitter e no Facebook

editorial

Em reunião realizada nesta terça-feira, O Congressista tomou uma decisão institucional que considera importante anunciar os seus seguidores: não iremos abandonar nosso perfil no Twitter nem nossa fanpage no Facebook.

Entendemos que a repressão contra perfis de linha conservadora nessas plataformas atingiu um nível intolerável. No entanto, compreendemos também que simplesmente deixarmos essas redes seria beneficiar aqueles que lutam pela censura e contra a democracia. 

Apesar dessa decisão, O Congressista apoia integralmente aqueles que optaram por migrarem para outros aplicativos, como Telegram e Parler. Mas também aconselhamos que repensem a decisão de abandonar os aplicativos acima citados. 
Vivemos um momento no Brasil e no mundo em que precisamos resistir às tentivas cada vez mais opressores de tentar calar a voz de todos que discordam do progressismo. 

Temos que aprender a resistir até o fim. Essa é a lição número um de qualquer guerra, seja da proporção que for.

Guerreiro e persistente, povo americano confirma que lutará até o fim

editorial

Por Wilson Oliveira

Definitivamente, não tem como ser o fim dos Estados Unidos nem do Ocidente. Nesta quarta-feira, ao marchar para Washington DC em defesa da democracia e da transparência, o povo americano deixou claro que vai lutar até o fim para impedir que derrubem a sua liberdade. O ato foi um verdadeiro motivo de orgulho para todos aqueles que defendem a civilização judaico-cristã.

Acrescente-se a isso o fato de que lá não existe um domínio de um dos partidos em quase todos os setores da sociedade como é com a esquerda aqui no Brasil. Lá, os dois partidos ocupam espaços grandes e consolidados. E pelo que estamos constatando, o apoio a Trump é muito forte e sólido entre os eleitores americanos. Decretar o fim político do presidente dos EUA seria como sentenciar o fim da esquerda brasileira em 2018, o que sabemos que foi um erro de quem o fez.

O establishment americano fez o que fez porque do outro lado há um adversário muito forte e diferente até mesmo para o padrão americano de política. Mas é totalmente improvável haver uma venezualização no sistema eleitoral americano, como alguns aqui no Brasil, desesperadamente, estão projetando. Se os democratas insistirem em usar estratégias questionáveis, é fato que todos os defensores americanos da democracia vão resistir bravamente. Não tem como os esquerdistas fazerem o que quiserem nos EUA e os direitistas ficarem apenas assistindo. Se isso fosse possível, o partido republicano já teria morrido há séculos.

Felizmente, os EUA são muito diferentes do Brasil. É preciso levar em consideração que a história do país é de luta pela liberdade desde sempre. Nesta quarta mesmo já vimos um aperitivo disso. Lá, a direita tem partido, organizações, movimentos etc. Se os democratas quiserem burlar os processos eleitorais daqui por diante, os republicanos que não se entregam facilmente ao politicamente "correto" também usarão suas armas. A esquerda americana não controla de forma absoluta nenhum setor da sociedade, nem mesmo a justiça, o que torna ainda mais complicada um pretenso domínio do país.

Mas, se para destruir a direita americana de vez os esquerdistas realmente quiserem ir pro pau usando golpes baixos, tenham certeza que a resistência será no mesmo grau, com o uso de todas as estratégias fortes que forem necessárias. Lá não tem essa de "somos certos, limpos e puros e se esquerda está agindo fora da lei não podemos fazer mais nada".  A nossa república foi instaurada enquanto os brasileiros dormiam. E quando acordaram, continuaram levando sua vida normalmente. Lá, diferentemente, houve uma Revolução Americana pras coisas serem do jeito que o povo americano queria.

A meu ver, logicamente é melhor resolver as coisas institucionalmente, até pra não fugir do controle com derramamento de sangue inocente. Mas uma coisa é o que eu desejo, outra é a realidade americana. Acho bastante possível que os republicanos não façam nada agora e em breve o pau quebre pra valer nos EUA. Isso é ruim, vai abalar o mundo e vai trazer consequências até pro nosso país, mas os americanos estão "acostumados" a ir pro pau quando enxergam essa necessidade, principalmente pra defender a liberdade do seu povo.

Vergonhoso o silêncio da direita sobre atentado sofrido por Gabriel Monteiro

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Por Antônio Fidelium

Primeiramente, quero manifestar todo meu apoio ao vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro, que foi covardemente atacado por marginais no momento que fazia seu trabalho parlamentar.

Gabriel revelou, em sua conta no Instagram, que bandidos o reconheceram e começaram a ameaçá-lo em cima da escadaria Pedro do Sal, além de atacar a sua equipe com pedras e madeiras. Quando ele estava se retirando do local, os bandidos acertaram o seu carro. Monteiro só não foi atingido fisicamente por que seu carro é blindado. Ou era, já que a blindagem foi danificada no ataque.

Tão triste quanto o próprio atentado é o fato da direita não defender os seus como deveria. O cara põe a cara a tapa já faz algum tempo, literalmente colocando a própria vida em risco, para defender nossas posições, nossas bandeiras, nosso direito de ir e vir. E quando ele sofre na pele (mais uma vez) uma reação violenta, a direita simplesmente deixa passar.

Cadê os movimentos conservadores pra pelo menos repudiar o ocorrido? Cadê os outros políticos de direita, que tanto adoram postar nas redes sociais, pra chamar atenção para a barbaridade ocorrida no RJ, uma verdadeira terra de ninguém?

Eu sinto uma verdadeira tristeza por ver como a direita brasileira é desunida, desconectada e desarrumada. Não dá pra pensar em organização de base, militância, elaboração de estratégia e coisas do gênero nesse ambiente de cada um por si e salve-se quem puder.

Quando a direita brasileira vai aprender que a primeira lição é defendermos uns aos outros? Quando a direita brasileira vai aprender que pra ter alguma chance nessa guerra política é preciso ter um pingo de noção de que a união faz a força?

Não vou nem dizer como a esquerda reagiria se o atentado sofrido pelo Gabriel Monteiro fosse sofrido por um dos deles porque não quero ficar fazendo essa comparação, mas a direita não tem o direito de continuar hipnotizada e apática desse jeito.

Eu vejo os direitistas muitos dispostos pra criar teorias sobre um monte de coisas, mas muito preguiçosos pra agir em coisas básicas, porém primordiais, como a valorização de quem é direitista e está trabalhando por nós.

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Resenha Política #1: ''Confio mais na Anvisa do que na OMS''

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Tema do Resenha Política #1: vacina contra covid-19

Isadora Salutem: Pra mim é óbvio que tem ter vacinação e que terá.

Raul Prudens: É só a Anvisa certificar alguma marca.

Antônio Fidelium: Bolsonaro cometeu falhas de comunicação nesse tema.

Lucas Fraternais: A nota da Pfizer deixou claro que estavam distorcendo a realidade pra tentarem jogar o povo contra o Bolsonaro.

Raul Prudens: Chamaram o Bolsonaro de genocida por ele defender remédio sem comprovação científica e depois reclamaram por ele querer vacina com comprovação científica.

Isadora Salutem: Se fosse só isso estava bom, mas o Bolsonaro se arriscou ao dizer que não tinha pressa pra vacinação.

Lucas Fraternais: Ele reforçou que estava aguardando a Anvisa.

Raul Prudens: Tentaram colocá-lo como negacionista da vacina, mas não conseguiram.

Lucas Fraternais: Podemos concordar ou discordar, mas é fato que a direita mostrou sua força na guerra de narrativas sobre a vacina.

Raul Prudens: Exato. Lembro como se fosse ontem das reclamações sobre o fato da direita não ter força no debate público no Brasil.

Antônio Fidelium: Mas não adianta usar força pra dar um tiro no pé.

Isadora Salutem: A direita está desde março dizendo que não podemos parar a economia mundial por causa da pandemia.

Lucas Fraternais: E continuamos dizendo isso.

Isadora Salutem: Pois é, mas agora surgiu uma luz no fim do túnel pra tão almejada volta à normalidade.

Raul Prudens: Nem os defensores, digamos, mais cegos das vacinas garantem que ela permitirá a volta à normalidade.

Lucas Fraternais: E se nem os defensores das vacinas garantem sua total eficácia, qual o problema a direita brasileira exigir o máximo de comprovação pra elas serem aplicadas no Brasil?

Antônio Fidelium: Muitos direitistas estão indo por um caminho mais radical que esse: o de rejeitar a vacina como solução.

Raul Prudens: Mas esse é o ponto. Os laboratórios e a OMS concordam com a direita: não temos provas cabais que a vacina será uma solução definitiva.

Lucas Fraternais: Pelo contrário, a OMS diz que o mundo precisará continuar adotando as medidas como distanciamento e máscara.

Isadora Salutem: Mas isso não é apenas pela falta de perfeição das vacinas, mas, principalmente, porque não tem como o mundo todo se vacinar num curtíssimo espaço de tempo.

Antônio Fidelium: E campanha de vacinação não existe pra acabar de uma vez com a doença em si, mas sim pra acabar com o efeito pandêmico por ela causada.

Isadora Salutem: Podemos afirmar com certeza absoluta que, mesmo após todos os países vacinarem as porcentagens estipuladas das suas populações, ainda teremos casos de covid no mundo.

Antônio Fidelium: Assim como ainda temos de influenza e h1n1.

Lucas Fraternais: Se o problema for apenas não acabar com a covid ainda considero lucro.

Raul Prudens: Pois é, não dá pra ignorar que estão rolando uns efeitos colaterais bem estranhos.

Isadora Salutem: Está tudo muito estranho. Tem que ver se essas pessoas tinham algum problema de saúde que desencadeou esses efeitos.

Antônio Fidelium: Acho complicado colocar a credibilidade dos laboratórios em dúvida. Estamos falando de empresas sérias.

Isadora Salutem: E pelo que sei, são efeitos colaterais diversos, não identificaram uma tendência.

Lucas Fraternais: A Anvisa também é séria. É por isso que o Bolsonaro disse que não tem pressa.

Raul Prudens: Aqui no Brasil a autoridade sanitária é a Anvisa. Confio mais nela que na OMS.

Lucas Fraternais: Fico muito mais seguro por saber que a Anvisa tampouco está correndo pra liberar algo que ainda tem pontos a serem explicados.

Antônio Fidelium: Também não dá pra ficar no compasso de tartaruga como se a doença pudesse desaparecer magicamente.

Isadora Salutem: Tem muito comerciante, autônomo, informal e empresário contando com a vacina pra finalmente respirarem, com o perdão do trocadilho.

Antônio Fidelium: Ou seja, o grosso da população.

Lucas Fraternais: A Anvisa com certeza não está interessada em manter a doença em alta no Brasil.

Raul Prudens: Se a Anvisa, que não liberou a hidroxicloroquina lá atrás, ainda não liberou nenhuma vacina, com certeza ela tem os seus motivos.

Resenha Política #0: ''Governo Bolsonaro completa dois anos sem escândalo de corrupção''

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O Resenha Política é o mais novo quadro de O Congressista, que reunirá quatro conservadores dispostos a debaterem sobre todo e qualquer tema que for proposto pela direção do site. Além dos debates que serão publicados por escrito, os debatedores também escreverão colunas próprias, além de participarem da elaboração de posicionamentos, em conjunto ou individuais, dos temas que também serão definidos pela direção do site. Cada um também terá um perfil no Twitter que será supervisionado por O Congressista.

Os participantes do Resenha Política irão colaborar para o novo quadro deste site a partir de uma escala que satisfaça a disponibilidade de horário do quarteto. Os novos colunistas apresentaram apenas uma condição: a de que pudessem utilizar nomes e avatares fictícios para não serem reconhecidos nos seus ambientes de trabalhos, onde poderiam sofrer represálias profissionais por serem locais dominados por esquerdistas. 

Confira abaixo as respostas dos quatro colunistas em um breve questionário de apresentação:

Qual a frase de apresentação para o público de O Congressista?

Isadora Salutem: Margaret Thatcher é o maior exemplo pra mim que retrata a luta das mulheres por um espaço na política.

Lucas Fraternais: os conservadores precisam entender de política se quiserem obter algum sucesso nesse terreno.

Antônio Fidelium: o conservadorismo brasileiro precisa de pessoas sérias, que tratem das questões com a devida atenção, sem piadinhas e provocações bobas.

Raul Prudens: a direita brasileira ressurgiu das cinzas e aos poucos está se firmando na política e na opinião pública.

Qual a posição sobre o Governo Bolsonaro?

Isadora Salutem: não é o governo dos sonhos, mas é melhor que todos os outros que vi nos meus 31 anos de vida.

Lucas Fraternais: é um governo que completou dois anos sem nenhum escândalo de corrupção, algo que eu achava impossível para os padrões brasileiros.

Antônio Fidelium: é um governo que não pode se vangloriar por ser o melhor das últimas décadas, pois o que tivemos antes era desastre atrás de desastre. 

Raul Prudens: é um governo de transição, que está servindo para o povo brasileiro que não é de esquerda entrar nas discussões políticas.

Qual a prioridade dos conservadores brasileiros no atual momento?

Isadora Salutem: maturidade pra conviver com as diferenças internas e mesmo assim se unir sempre que for necessário.

Lucas Fraternais: largar o complexo de adolescente rebelde de lado e encarar a política brasileira sem medo de bicho papão.

Antônio Fidelium: desenvolver atuações conjuntas nas frentes políticas, jurídicas, culturais, jornalísticas e educacionais. 

Raul Prudens: aprender a tirar lições dos muitos erros que ainda vamos cometer enquanto movimento político-ideológico. 

Se os conservadores forem criar um partido do zero, qual nome mais indicado pra liderar esse processo?

Isadora Salutem: Janaina Paschoal.

Lucas Fraternais: Eduardo Bolsonaro.

Antônio Fidelium: Filipe G. Martins.

Raul Prudens: Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

Como enxerga a possibilidade de Bolsonaro se filiar a um partido já existente?

Isadora Salutem: como ele nunca demonstrou preocupação em liderar um partido, já imaginava isso desde quando ele saiu do PSL. 

Lucas Fraternais: acredito que ele usará a bagagem adquirida na passagem pelo PSL pra firmar uma parceria mais benéfica para o seu grupo político.

Antônio Fidelium: acredito que o novo partido do Bolsonaro vai aproveitá-lo pra garantir muitas cadeiras no Congresso, crescerá o olho e depois o cuspirá pra fora, assim como fez o PSL.

Raul Prudens: o PSL não soube tirar proveito do seu ilustre filiado. Acredito que o próximo partido saberá tratar Bolsonaro muito bem, pois será a chance de vencer a cláusula de barreira.

Qual foi a maior vitória conservadora no âmbito ideológico nos últimos dois anos?

Isadora Salutem: o surgimento de um núcleo conservador de jornalistas e analistas de política, como Ana Paula Henkel, Giselle Soares, Renata Barreto, Adrilles Jorge, Luis Ernesto Lacombe, Rodrigo Constantino, Caio Copolla, Augusto Nunes, Herbert Passos Neto, Silvio Navarro e tantos outros.

Lucas Fraternais: ver a Brasil Paralelo atingir uma grande quantidade de pessoas que antes do início de 2019 não atingia.

Antônio Fidelium: ver muitos conservadores caindo na real após as eleições de 2020 revelar para todos como o conservadorismo brasileiro necessita urgentemente se organizar.

Raul Prudens: o crescimento e a solidificação da Brasil Paralelo, principalmente com o sucesso do Especial de Natal.

Cresce insatisfação dentro do PSDB, e Doria começa a ficar isolado

politica

Por Wilson Oliveira

Está cada vez maior o clima de insatisfação dento do PSDB com o governador de São Paulo João Doria. A bola da vez a demonstrar contrariedade, inclusive publicamente, foi a senadora Mara Gabrilli, que em 2018 foi um dos principais cabos eleitorais de Doria.

Gabrilli ficou profundamente irritada com a decisão do governador em cortar verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Outra medida que gerou preocupação para a senadora foi a retirada de isenção no IPVA para carros de pessoas com deficiência física.

Mara Gabrilli tem 53 anos, mas é paraplégica desde os 26, em decorrência de um acidente automobilístico. Em entrevista ao jornal "Estado de S. Paulo", ela revelou que chegou a fazer um PowerPoint explicativo para convencer Doria e não promover os cortes.

“Se não é desconhecimento, desculpe, só pode ser crueldade”, declarou.

Prefeitos e deputados tucanos contra Doria

Não é apenas no Senado que João Doria vê seu apoio interno no partido ruir. Os prefeitos tucanos do litoral paulista não seguiram as determinações do governador de São Paulo durante as festas de fim de ano. 

De acordo com o que foi definido por Doria, todo o estado de São Paulo deveria ficar sob a bandeira vermelha nos dias 1º, 2 e 3 de janeiro, o que significaria praias e comércios totalmente fechados, com permissão apenas para as atividades essenciais. 

Ocorre que Alexandre Barbosa, prefeito de Santos, Felipe Augusto, prefeito de São Sebastião, Alberto Pereira Mourão, de Praia Grande, Luiz Maurício, de Peruíbe, Ademario da Silva Oliveira, de Cubatão, Caio Matheus, de Bertioga, e Marco Aurélio, de Itanhaém não fecharem o comércio nas suas cidades. Marcus Melo, prefeito tucano de Mogi das Cruzes, na região metropolitana, também contrariou a decisão do governador e manteve as atividades comerciais em funcionamento.

Por fim, a Câmara dos Deputados também reserva desaprovação entre os tucanos às escolhas de João Doria. Aliado de Rodrigo Maia (DEM), o governador paulista está por trás da articulação da candidatura de Baleia Rossi (MDB) para enfrentar Arthur Lira (PP), nome apoiado pelo presidente Bolsonaro, na eleição da Casa.

No entanto, embora o PSDB faça parte da coligação de Rossi, boa parte da bancada tucana ficou constrangida por ter que fazer parte da mesma chapa que os partidos da esquerda, principalmente o PT. De acordo com informações obtidas pelo jornal Gazeta do Povo, cerca de 22 deputados tucanos irão trair Baleia, Maia e Doria e votar em Arthur Lira.

Se a situação de João Doria não está boa entre os cidadãos dos estado de São Paulo, parece estar ficando cada vez pior entre os seus correligionários. Após anunciar a fase vermelha, o governador marcou uma viagem para Miami. Nem é preciso dizer como essa notícia foi recebida por todos...

Mensagem de Ano Novo: que o Brasil cumpra o papel de Pátria Cristã, de Pátria do Evangelho

formação de base

Por Sandra Kucera

O texto abaixo foi escrito por Sandra Kucera em resposta a um áudio de Wilson Oliveira, no grupo do M30, sobre a forma de se analisar o governo Bolsonaro.

"Muito boas observações, Wilson, especialmente quanto à tentar manter uma "estabilidade emocional" diante do governo. Tanto a euforia quanto a crítica feroz não são bons conselheiros. 

E outra: Bolsonaro foi eleito afirmando que governaria dentro da lei e em respeito à Constituição. Gostando nós ou não disto, é assim que ele fará. Muitos dizemos: "mas só um lado cumpre as regras, isso tem data pra acabar". Precisamos, nesse ponto, unir a visão transcendente ao que os olhos mortais vêem. Desde quatro anos antes da eleição, ele vem cruzando o país com o mote: "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos". 

Alguém aqui ainda acha que ele se elegeu sem um empurrãozinho do céu?? Eu respeito quem pense assim, mas não discuto com esses, porque não faz o menor sentido. E ele só manterá algum tipo de vínculo de inspiração se mantiver os passos retos na Terra, e isso inclui a lei dos homens (que pode ser modificada, mas não burlada). 

Sempre me lembro de D. Pedro II e a abolição da escravatura. O Imperador (abolicionista) poderia ter liberto os cativos por impositivo da Lei, mas... Haveria revolta e derramamento de sangue. Deixou que a ideia crescesse no seio do próprio povo e foi estabelecendo a liberdade por partes: lei do sexagenário, ventre livre etc. Quando a maturidade geral havia alcançado o "ponto apropriado", eis que Isabel sancionou a Lei Áurea, que já não era uma determinação imperial, mas um desejo manifesto. 

Se meu raciocínio estiver correto, não veremos o presidente acionar um cabo e um soldado, pelo menos se o povo não tiver manifestado em alto e bom tom que tem o mesmo desejo e as Forças Armadas garantirem que a paz prevalecerá. 

Podemos estabelecer um paralelo com os EUA e sua libertação da escravidão e chegaremos a conclusão que o processo gradual foi mais assertivo. 

De igual formas quando houve o golpe da república, D. Pedro II poderia resistir, tinha a Marinha ao seu lado, mas, novamente, elegeu a paz e a garantia de que não haveria derramamento de sangue. 

Ao Brasil cabe, mais do que nunca, agora que os EUA estarão sob o domínio globalista, o papel de Pátria Cristã, de Pátria do Evangelho. Jesus não corrompe nem violenta consciências, preferiu o sacrifício silencioso ao pacto com o mal. Quem desejar estar sob a Sua proteção terá de agir em consonância com as Suas lições. Assim poderá confiar com a inspiração, que não faltará. 

Mas... de igual formas, o povo tem de fazer sua parte, pois o bem (ou o evangelho) avança de um em um e de dentro pra fora, jamais veremos um povo cristão sem almas cristãs. No Velho Testamento a proposta era do povo (hebreu) para o indivíduo, com Jesus passou a ser do indivíduo para o povo. 

Bestemar e criticar não ajuda em nada. E isso não é sinônimo de passividade, mas de prudência e confiança, e esta última nos falta muito ainda, assim como a unidade. Deixar querelas e unir-se pelo cerne que define todo o resto.