No Brasil, Bolsonaro é o maior defensor da liberdade do povo

análises

Por Wilson Oliveira

No vídeo mais recente do canal O Congressista TV, respondi uma pergunta que alguns seguidores fizeram: "Bolsonaro será o único candidato de direita na eleição presidencial de 2022?". Antes de efetivamente responder essa questão no vídeo, achei por bem apresentar os dois critérios que considero primordiais para definir um candidato, ainda mais a presidente, como direitista.

Primeiro de tudo, esse candidato precisa ser um crítico da ditadura comunista chinesa. Aqui no site aproveito para fazer uma distinção. Uma coisa são princípios e valores defendidos, outra coisa é o trabalho realizado por um presidente. É claro que como conservador que somos precisamos levar em consideração que a China é um parceiro comercial extremamente importante para o Brasil. Ainda que reconheçamos tal situação, também precisamos ter muito claro que o país asiático vive uma ditadura comunista que é exatamente o oposto do que os conservadores defendem.

O segundo critério é a defesa da liberdade do povo. E esse quesito é autoexplicativo em relação ao presidente Jair Bolsonaro, atualmente o maior defensor do direito do brasileiro ser livre. E observando as últimas três manifestações ocorridas em nosso país concluímos que a sociedade reconhece tal afirmação. No dia 7 de setembro, em apoio ao governo federal, as ruas ficaram lotadas de pessoas em todos os estados. Um evento que entrou para a história como uma das maiores manifestações já vistas em solo brasileiro. As duas seguintes foram marcadas pela oposição ao governo e não teve nenhuma presença de povo, apenas de políticos e de militância paga. 

Portanto, para ser um direitista, ao menos na avaliação editorial de O Congressista, é preciso preencher esses dois requisitos mínimos e, entre os nomes cotados para disputar a eleição presidencial em 2022, Jair Bolsonaro é o único que preenche os itens apresentados. Ou seja, sim, a resposta é que o atual presidente do Brasil será o único candidato da direita em tal pleito. 

>>> Bolsonaro será o único candidato de direita em 2022?

No vídeo, aproveitei para responder se existe uma direita não-bolsonarista no Brasil. A resposta é que não existe, apesar de parte da velha mídia tentar colar o rótulo de direita em grupos como MBL e Vem Pra Rua, e partidos, como Novo e PSDB, numa tentativa totalmente inócua de enganar eleitores de direita que já estão mais do que vacinados quanto à isso (com o perdão do trocadilho factual).  

Ponderei, entretanto, que seria saudável a existência, de maneira organizada, ou seja, representada por partidos políticos, tanto da "direita bolsonarista" como de uma "direita não-bolsonarista". Isso nada mais seria a existência de um partido de direita do presidente do Bolsonaro e outros partidos de direita que não seriam o dele. Essa é a necessidade mais urgente para a direita brasileira, pois sem partido fica impossível travar batalhas políticas - mais impossível ainda é obter grandiosas vitórias. A própria bandeira da candidatura independente, que muitos defendem nas redes sociais, só irá avançar quando existirem partidos que a defenda.

Ao tocar nesse assunto, durante o vídeo, surgiu a curiosidade de como partidos de direita que não fossem bolsonaristas estariam agindo nesse momento em que tentam jogar no colo do presidente a culpa por todos as mortes causadas no Brasil pela pandemia. Opinei que caso existissem, essas legendas direitistas, em vez que embarcarem nessa histeria de uma oposição cada vez mais ridicularizada, estariam na verdade apontando justamente a hipocrisia flagrante nas narrativas da esquerda, da terceira via e até mesmo da parte oposicionista da mídia, que consegue ser campeã de discursos hipócritas apesar de todo esforço político da oposição para tal. 

Essa minha opinião parte de um princípio inquestionável da política, não só do Brasil e não só do momento atual, mas do mundo, de toda história. Quem é de direita sempre estará próximo da direita, assim como quem é de esquerda sempre estará próximo da esquerda e quem é de centro sempre estará próximo do centro. Não existe a menor possibilidade de uma pessoa com determinada visão de mundo ficar contra seus semelhantes e se aproximar dos seus antagônicos, a não ser que esteja defendendo interesses pessoais que não podem ser colocados de forma transparente, o que geralmente não é algo bom.

Só teremos bons ministros no STF quando elegermos bons senadores

análises

Por Wilson Oliveira

No mais recente vídeo do canal O Congressista TV, tentei explicar o contexto que levou o presidente Jair Bolsonaro a fazer as indicações que tem feito, como por exemplo a de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República, escolha que volta e meia reacende críticas e reclamações entre os apoiadores bolsonaristas. 

No vídeo, lembrei que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito dizendo que enfrentaria o sistema de concentração de poder no Brasil. Salientei, no entanto, que embora ele tenha dado várias demonstrações de tentativa, vimos que o presidente sozinho não consegue mudar praticamente nada na política brasileira. Pra mudar pra valer, é preciso ter um amplo suporte do Congresso. 

Expliquei que cabe ao poder legislativo, na figura do Senado, aprovar ou reprovar as indicações, como por exemplo para o Supremo Tribunal Federal e para a Procuradoria-Geral da República. Um dos desejos de grandiosa parte da população brasileira é que os péssimos atuais ministros do STF sofram impeachment para em seus lugares entrarem pessoas mais qualificadas e mais comprometidas com a verdadeira função daquela Corte, que é salvaguardar a Constituição Federal.  

No entanto, o fato primordial dessa história toda é que só teremos bons ministros no STF quando elegermos bons senadores para o Senado Federal. Infelizmente, Bolsonaro não encontrou esses bons senadores que possibilitassem indicações de bons nomes que pudessem mudar esse sistema de concentração de poder, sustentado justamente pela composição do Congresso, formada desde 1985 por partidos que são filhos desse próprio sistema, institucionalizado pela Constituição de 1988.

>>> Por que Bolsonaro faz indicações como a de Augusto Aras?

Portanto, disse no vídeo que com um sistema de concentração de poder forte e bem estruturado e sem suporte no Congresso pra enfrentá-lo, Jair Bolsonaro vem fazendo aquilo que é apontado como o mais lógico politicamente: tentar furar o sistema com pessoas do próprio sistema. Pra quem não acompanha política isso pode parecer inusitado, mas quem está acostumado com política sabe que isso é bastante usual. 

Devemos ter em mente que para elegermos bons senadores, que quebrem esse panorama de concentração de poder, é preciso que promovamos uma profunda substituição dos partidos filhos desse próprio sistema por partidos conservadores. Ou seja, legendas que em vez de serem criadas por esse próprio sistema, sejam concebidas por pessoas comuns da sociedade brasileira, que sejam patriotas, que estiveram nas ruas no dia 7 de setembro para defender o direito à liberdade de expressão, opinião e pensamento. 

Tirando os atuais partidos lobbystas das eleições e colocando partidos legítimos, só assim o povo poderá votar em partidos criados pelo próprio povo, que defende as bandeiras defendidas pelo povo, possibilitando a eleição não só de bons presidentes, governadores, prefeitos, deputados e vereadores, mas também, e principalmente, de bons senadores, questão fundamental para diluir o sistema em voga de concentração de poder.  

Mais do que nunca o Brasil precisa de uma democracia de verdade, com participação ativa do povo, inclusive na elaboração de partidos, candidaturas, pautas e projetos a serem deliberados no Congresso. Democracia não é a vontade exclusiva de uma patota suja e dissimulada que se acha dona do país e tenta enganar o povo dizendo que essa concentração de poder é democracia. 

Pirraça da mídia anti-Bolsonaro ficou infantil e extrapolou o ridículo

colunistas

Por Redação O Congressista

Colunista de O Congressista especializado em mídia, Raul Prudens concedeu uma entrevista para falar dos veículos de comunicação que têm feito militância clara e diária contra o presidente Jair Bolsonaro. 

Prudens afirmou que a "pirraça" da mídia anti-Bolsonaro ficou infantil e extrapolou o ridículo, e que os jornalistas não conseguem mais disfarçar nem esconder essa situação nos seus semblantes. 

Na avaliação do nosso colunista, essa postura dos veículos se deve a defesa de interesses políticos e comerciais. Raul Prudens pontuou que a parte da mídia contra o presidente da república foi a que mais demitiu e cortou despesas. 

Prudens também destacou o surgimento de uma mídia mais à direita, citando como exemplo a Jovem Pan, que está prestes a virar um canal de televisão, além do Terça Livre e da Brasil Paralelo. Confira abaixo a entrevista completa. 

Por que parte da mídia brasileira está claramente fazendo militância contra Bolsonaro?

Estão defendendo interesses. 

Interesses ideológicos?

Também, mas não é o principal. Há interesses políticos e comerciais por trás dessa linha intransigente e hostil ao presidente, com perseguição implacável. 

Esses veículos estão extrapolando todos os limites da parcialidade e até da distorção dos fatos, como vimos na cobertura das manifestações do dia 7 de setembro, além de todas as conotações maldosas com falas de integrantes do governo. Perderam o pudor? 

É muito complicado falar em pudor quando o que está em debate é a imprensa. A gente precisa sempre ter em mente que geralmente um veículo de comunicação prefere ter audiência a ter alguma espécie de pudor. Mas no caso desses veículos, não é nem o caso de preferir audiência, pois eles estão perdendo-a, mas sim de defender interesses políticos e comerciais, como falei. Eles estão presos nisso, algemados, não há nenhuma forma de saírem disso. Então podemos esperar que eles vão continuar fazendo distorções surreais e inacreditáveis da realidade. 

Recentemente, entrevistamos uma jornalista de um grande veículo que afirmou estar com depressão por ser obrigada a falar contra Bolsonaro. Acredita que a maioria dos jornalistas desses veículos estejam passando pelo mesmo problema?

Duvido muito. Nas redações desses veículos hostis a Bolsonaro, a maioria é de esquerda e está unindo o útil ao agradável. Sacrifício para esses foi ter que cobrir a Lava Jato e mostrar a gigantesca corrupção dos governos petistas. Porém, está cada vez mais fácil perceber no semblante dos jornalistas de televisão que eles estão se prestando a um papel de pirraça que ficou infantil, pois extrapolou o ridículo. Inclusive, perderam totalmente a capacidade de disfarce.

>>> Por que Bolsonaro faz indicações como a de Augusto Aras?

Justamente por essa parte da mídia não conseguir esconder a sua militância, o povo até está deixando de consumir esses veículos. Mesmo assim, eles insistem nisso. Qual o motivo dessa insistência? 

Esses veículos sabem que Bolsonaro não vai impor uma ditadura no Brasil e que um dia seu governo chegará ao fim, em 2022 ou 2026. No dia que isso acontecer, esses veículos, caso ainda existam, vão se vangloriar dizendo que lutaram contra isso e aquilo. Hoje, ninguém consegue apontar uma diferença desses veículos para canais que são abertamentes a favor de um político e por isso atacam seus adversários.

Como esses veículos irão fazer essa espécie de comemoração?

Haverá uma enxurrada de publicações, livros, filmes, mega reportagens, documentários etc. Vão gastar toda energia que tiverem pra tentar emplacar uma narrativa de outra ditadura derrubada pela imprensa. 

Mas o Bolsonaro defende a liberdade da imprensa enquanto o Lula defende "regulação" da mídia...

Sim, mas como eu disse, essa parte da mídia está defendendo interesses políticos, acima de interesses ideológicos, mas principalmente interesses comerciais. Todo mundo sabe que esses veículos perderam muita receita desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder. Mas é claro que não vão chegar e falar que querem a queda do Bolsonaro pra recuperarem faturamento. 

Acredita que esses veículos poderão falir por seguirem essa linha que acarreta na perda de público e de credibilidade?

Falir eu acho uma palavra muito forte. Mas garanto que eles já estão se adaptando a uma nova realidade. O que seria essa nova realidade? Menos público, menos receita. Pode reparar que os veículos anti-Bolsonaro foram os que mais demitiram de janeiro de 2019 pra cá. Também foram os que mais se mexeram pra cortar despesas. Esses veículos sabem que o povão, o cidadão comum que está fechado com Bolsonaro, não volta mais. Porém, esses veículos estão agradando bastante o público mais esquerdizado, que sempre vai existir, embora em menor número, e portanto vai dar o suporte necessário pra esses veículos continuarem pelo menos existindo.

Acredita que esse processo pode desencadear o surgimento de uma mídia mais à direita, polarizando também a imprensa brasileira? 

Tenho absoluta convicção que isso já está em curso. A Jovem Pan vai chegar à TV paga e inegavelmente vai aumentar bastante o seu público que já é imenso na combinação rádio em São Paulo mais internet. Durante um tempo, a JP vai nadar de braçada como única emissora de televisão que agrada o pessoal de direita, mas não creio que isso vá durar muitos anos. Aposto no surgimento de uma concorrente direitista em no máximo três anos. Além disso, apesar de sofrer uma contínua perseguição, o Terça Livre segue firme e forte com o seu canal no YouTube, angariando mais público que muitos veículos considerados tradicionais. E não podemos esquecer da produtora de ótimos documentários que se chama Brasil Paralelo e não para de crescer. Acho que é apenas o começo. A mídia mais à direita chegou no Brasil para ficar, na minha avaliação.

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a comentar todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

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''Passei a gostar mais ainda do Bolsonaro'', revela mecânico

politica
 
Por Lucas Fraternais

Ele se chama André Camargo, mas é conhecido como "Seu Dé". Dono de uma oficina mecânica, Seu Dé aceitou ser o primeiro participante de uma série de entrevistas que O Congressista fará com verdadeiros representantes do povão para explicar o motivo para votar e continuar apoiando o presidente Jair Bolsonaro.  

De origem humilde, esse baiano que se mudou para São Paulo com 17 anos de idade tem uma oficina automobilística há 20 anos na capital paulista. André faz reparos em automóveis de homens e mulheres; pobre, classe média e ricos. De empresários bem sucedidos a assalariados que pagam os consertos a prazo.

Ele conversa sobre qualquer assunto com clientes, amigos e familiares. Mas apenas em dois não abre mão de jeito nenhuma da sua convicção: Corinthians e o apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

O senhor esteve na Avenida Paulista no dia 7 de setembro?

Com certeza. Vesti a minha camisa da seleção de 82 e fui lá. Em 82 não fomos campeões, mas a eleição do Bolsonaro em 2018 foi como um título de Copa do Mundo. E em 2022 quem sabe a gente seja campeão do mundo duas vezes no mesmo ano (risos).

Quando o senhor ficou sabendo sobre Jair Bolsonaro?

Rapaz, é uma história meio longa. Eu era petista (risos). Votei no Lula e tudo. Mas quando rolou aquela roubalheira fiquei puto da vida, me senti traído. Aí quis a volta dos militares ao poder. Falei pra minha senhora que não votaria mais em ninguém, ou os militares voltariam ou eu não queria mais saber de porra nenhuma. Aí um dia ela me chamou pra ver o Superpop, aquele programa da Luciana Gimenez. Eu vi um deputado maluco falando um monte de coisa (risos).

A partir dali o senhor virou bolsonarista?

Não, calma. Aí entrou o meu menino mais novo na história.

Ele tem quantos anos?

Hoje tá com 18, mas na época... Isso foi em 2015, se não me engano, então ele estava com 12.

>>> Cai a força de Alexandre de Moraes após o 7 de setembro?

Qual foi a participação dele na sua guinada?

Ele tava na minha oficina e ouviu eu comentando com um mecânico que trabalha comigo sobre o deputado que eu vi no Superpop. Ele se meteu na conversa e falou: "Pai, eu conheço esse deputado que o senhor está falando, é o Bolsonaro". Depois disso o bichinho desandou a contar sobre o tal deputado (risos). E eu gostei de saber mais sobre o tal do Bolsonaro.

Como o senhor enxerga a política brasileira atualmente?

É o Bolsonaro contra um bando de safado (risos).

E qual a avaliação que o senhor faz do governo Bolsonaro?

Eu tenho certeza que ele está sofrendo demais, é tudo contra o cara, tudo nas costas do cara, tudo colocam a culpa nele. STF faz merda? Culpa do Bolsonaro. Congresso faz merda? Culpa do Bolsonaro. E mesmo assim o cara continua firme e forte. Não tem como deixar de gostar desse cara.

Já pensou em parar de apoiar Bolsonaro em algum momento?

Se é louco... Eu tô com ele até o fim. Nunca vi um presidente que é gente como a gente. O Lula era gente como a gente, mas esse negócio de ideologia de esquerda estraga a pessoa.

Alguns apoiadores do Bolsonaro ficaram decepcionados com a nota oficial que ele publicou dois dias após as manifestações de 7 de setembro. Qual a opinião do senhor?

No dia 7, mais uma vez vi que Bolsonaro está ao lado do povo. Na nota oficial, vi que ele continua sendo um cara humilde pra reconhecer que tem coisas que não dá pra ser como a gente quer. Isso é muito parecido com a minha história de vida, por isso passei a gostar mais ainda do Bolsonaro. 

E a manifestação do último dia 12, pedindo impeachment do Bolsonaro?

Rapaz, no dia 12 eu vi que a oposição são os mesmos safados de sempre, vagabundo da pior espécie, um bando de mauricinho que não sabe o que é passar aperto. Por isso eu falo, sou Bolsonaro mesmo!
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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''Estou deprimida por ser obrigada a falar contra Bolsonaro'', revela jornalista

politica

Por Wilson Oliveira 

Uma jornalista de um tradicional veículo de comunicação me procurou para fazer um desabafo. Fonte de várias informações publicadas neste site sobre bastidores políticos, dessa vez a notícia que essa colega de profissão me trouxe foi um diagnóstico de depressão.  

Mãe de dois filhos em idade escolar, com contas a pagar igual a milhões e milhões de brasileiros, ela me confidenciou que se sente muito aflita por ter que escrever matérias contra o presidente Jair Bolsonaro no jornal para o qual trabalha, mas que ao mesmo tempo se sente impossibilitada de pedir demissão.

O que essa jornalista, que obviamente pediu anonimato, conta nesta entrevista, talvez não seja novidade para quase ninguém. Porém, as respostas a seguir oferecem uma sinceridade profunda que certamente o grande público quase não vê quando se trata dos profissionais da velha grande mídia. 

Por que você escreve matérias contra o presidente Jair Bolsonaro?

Escrevo matérias descendo a lenha no presidente porque sou obrigada, mas eu votei nele, torço por ele e vou votar nele novamente ano que vem.

O que você tem a dizer ao público?

Peço para as pessoas entenderem que ser repórter não deixa ninguém rico. A maioria de nós depende do salário, por isso fazemos o que fazemos mesmo sabendo que estamos errados.

A maioria dos seus colegas de profissão vive a mesma situação?

Não sei se a maioria está na mesma situação que eu, pois na minha profissão há muitos esquerdistas. Mas eu sei que tenho colegas vivendo a mesma aflição que a minha.

>>> Cai a força de Alexandre de Moraes após o 7 de setembro?

Já pensou em pedir demissão e criar um canal no YouTube?

Quanto tempo vou levar até conseguir um retorno financeiro no mesmo patamar do meu salário? Tenho dois filhos na escola, tenho uma mãe com problema de saúde, não posso pedir demissão e partir pra uma aventura podendo arruinar a vida das pessoas que eu amo.

Por que você resolveu nos conceder essa entrevista?

Estou desesperada, estou deprimida, quero gritar por socorro. Só meu marido e meus filhos sabem o que estou passando.

Como você se sente tendo que distorcer a realidade dos fatos?

É horrível ter que brigar contra as imagens e a realidade. Todo mundo sabe que dia 7 deu três milhões na Paulista e que dia 12 não chegou nem a 10 mil, mas a gente é obrigada a alimentar esse castelo de areia na imprensa brasileira.

Qual a sua reação quando você vê apoiadores do presidente compartilhando as suas matérias tendenciosas?

Eu choro.

MBL, Novo e Vem Pra Rua estão completamente mortos, diz colunista

colunistas

Por Redação O Congressista

Especialista na análise da oposição ao governo Bolsonaro, a colunista de O Congressista Isadora Salutem esclareceu alguns pontos a respeito da manifestação realizada neste dia 12 de setembro. 

Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Partido Novo organizaram atos para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro e contaram com adesão de partidos e movimentos de esquerda. 

Na avaliação de Isadora Salutem, esses protestos com baixíssima presença de pessoas deixam claro que o presidente Jair Bolsonaro tem imensa força popular enquanto MBL, VPR e Novo estão completamente mortos e enterrados. 

Como você avalia essa união de MBL, Novo e Vem Pra Rua com partidos e movimentos de esquerda?

Eles se juntando com a esquerda e fazendo manifestações vazias deixam evidente como se transformaram em grupos sem nenhuma força popular. Novo, MBL e Vem Pra Rua, que já vinham em uma crise existencial, se apequenaram bastante neste domingo, estão completamente mortos e enterrados.

Isso prejudica o suposto objetivo de Novo, MBL e Vem Pra Rua de marcar território como oposição de direita ao governo Bolsonaro?

Se queriam ocupar o espaço de oposição de direita, deveriam agir com mais responsabilidade. Mas preferiram entrar na loucura da esquerda e dos grupos de interesse que querem arrancar o Bolsonaro da presidência a qualquer custo.

O que seria preciso pra esses grupos se firmarem como oposição de direita?

Pra ser oposição de direita, deveriam apontar o que eles acham que está errado no governo, mas também reconhecer que existe uma luta contra o autoritarismo do STF, que além de invadir a competência do Congresso atendendo ações de partidos de esquerda, ainda persegue os conservadores tentando lhes impor uma censura.

>>> Cai a força de Alexandre de Moraes após o 7 de setembro?

Não é uma incoerência esses grupos se classificarem como liberais e não lutarem contra o autoritarismo do STF?

É outra forma de se queimarem. Falam que são liberais, mas se negam a defender a liberdade de expressão. Se queriam ser os representantes liberais, a oposição de direita, estão fazendo tudo errado.

O argumento deles é que está tudo errado no governo Bolsonaro...

Não dá pra dizer que está tudo errado em um governo que colocou aqueles milhões de pessoas nas ruas no 7 de setembro, a não ser que o objetivo seja um governo que ignore o povo e atenda o sistema de concentração de poder, que é onde eles estão se apoiando.

Qual paralelo podemos fazer entre as manifestações a favor do Bolsonaro e as manifestações de Novo, MBL e VPR?

No dia 7 de setembro tivemos uma amostra gigantesca da força popular do Bolsonaro. E hoje, dia 12, tivemos outra amostra gigantesca dessa força do presidente.

A esquerda já conseguiu fazer manifestações com mais gente. Por que as manifestações de MBL, Novo e VPR foram tão vazias?

PT e PSOL, que não participaram desses atos de hoje, até conseguem reunir uma quantidade de pessoas por terem uma militância profissional. Esses dois partidos não vão colocar milhões nas ruas como Bolsonaro colocou no dia 7, mas conseguem colocar algumas dezenas de milhares. Mas Novo, MBL e Vem Pra Rua nem isso conseguem por não terem militância espontânea nem profissional. Sendo assim, todas as manifestações que eles organizarem será um fracasso retumbante.

Existe oposição a Bolsonaro que seja realmente de direita?

Acredito que uma figura que pode ser apontada como direita que, embora não se coloque como oposição, também não é base de apoio, é a deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal. Ela deixa muito claro que apoia Sergio Moro para 2022, mas ela é uma pessoa que costuma se manifestar sobre o governo de forma bastante responsável, tanto pra criticar como pra reconhecer acertos e pra avaliar situações de maneira neutra. É muito diferente de quem se diz ou se dizia direitista mas age histérica, emocional e irresponsavelmente contra Bolsonaro.

O ex-juiz Sergio Moro pode ser considerado um potencial líder de uma oposição de direita?

Tenho a sensação que ele não é de direita, mas sim de centro. Mas ele não consegue ser líder de centro por dois motivos. Um é que ele está bastante escondido, exercendo um trabalho fora do Brasil e praticamente não fazendo nada para motivar uma militância que ele poderia ter. O outro motivo é que a maior parte dos políticos e dos partidos de centro preferem excluir o Moro de qualquer articulação política. 

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

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Jair Bolsonaro foi conservador e agiu como presidente na nota oficial

editorial

Por Wilson Oliveira 

O presidente Jair Bolsonaro viu a necessidade de fazer um gesto aos seus apoiadores e, no dia 7 de setembro, em um palanque em Brasília de manhã, e em outro à tarde em São Paulo, bradou em um enfrentamento ao autoritarismo do ministro Alexandre de Moraes, que claramente persegue os apoiadores bolsonaristas. De fato isso era necessário. Os arroubos autoritários vindos do Supremo já tinham extrapolado todos os limites. 

Dois dias depois, Bolsonaro publicou uma nota oficial que sugeriu uma postura bem diferente. Uma rápida mudança de tom. O presidente da república sabia que manter esse enfrentamento ao STF provocaria uma reação negativa no mercado, como de fato provocou. Bolsonaro também sabia do risco dos caminhoneiros aprofundarem os bloqueios nas rodovias Brasil afora, bem como as greves, o que colocaria o país numa crise econômica ainda mais profunda, que estouraria no Planalto mais cedo ou mais tarde.

Muitos na direita argumentam que aprofundar a crise econômica era o preço a ser pago para frear o autoritarismo dos ministros do Supremo, principalmente de Alexandre de Moraes. É preciso reconhecer, no entanto, que esse artifício andaria no sentido contrário do que é ser conservador. Um aprofundamento da crise econômica seria algo totalmente incontrolável. E nenhum remédio pode ser considerado útil se ele causar a piora do quadro clínico da pessoa doente. 

Jair Bolsonaro, portanto, foi bastante conservador ao optar pela publicação da nota oficial, com a calculada mudança de tom, adotando cautela e ponderação. O que talvez levante certo questionamento é o convite ao ex-presidente Michel Temer para auxiliar na elaboração do texto. Às vezes parece que falta a Bolsonaro algum conselheiro com gigantesca experiência política, mas provavelmente o presidente convidou Temer por se tratar do responsável por indicar Alexandre de Moraes ao STF.

A partir de agora, temos a sensação de que a relação entre poder executivo e poder judiciário está no 0 a 0. Não dá para fazer nenhuma projeção sobre qual comportamento Jair Bolsonaro irá adotar daqui para frente, se o do carro de som na Avenida Paulista ou se o da nota oficial da última quinta-feira. Muito provavelmente nem ele tem essa resposta. O mais presumível é que o presidente avalie o que acontecerá nas próximas semanas e reaja de acordo.

>>> Cai a força de Alexandre de Moraes após o 7 de setembro?

Existe a possibilidade, ao menos por enquanto, de Alexandre de Moraes parar de perseguir os conservadores. Mas o STF tem outros ministros... Se todos pararem com essa perseguição, sinal que o suposto acordo entre os três poderes que tem sido comentado realmente aconteceu e foi bom. Se não parar, podemos dizer que o acordo não existiu ou não foi bom. 

Independente de haver ou não acordo, infelizmente os conservadores sempre correrão o risco de perseguição. Esse problema só será resolvido definitivamente com criação de estruturas de participação política. No momento, a única arma que temos somos nós mesmos, o povo. Embora possamos lotar as ruas, como ficou claro no 7 de setembro, ainda estamos atrasados no envio de representantes nossos para ocupar todos os espaços nas esferas do poder.  

Essa falta de estrutura para participação política e ocupação de espaços por parte dos conservadores abre espaço, por exemplo, para os partidos de esquerda recorrerem ao STF frequentemente para que o Tribunal ande na contramão dos desejos do cidadão comum, invariavelmente invadindo a competência do Congresso. Esse é o principal motivo para o Brasil viver momentos bastante complicados e turbulentos. Caberia aos parlamentares frear essa sanha autoritária.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro vai fazendo o que é possível no papel de um presidente da república que se nega a participar e, além disso, luta como pode contra esse sistema em que o poder é bastante concentrado e por vezes sugado pelo Supremo. E não dá para cobrar que Bolsonaro faça o que está fora do alcance das atribuições do seu cargo. 

Fazer o que cabe ao presidente já é uma missão mais complicada que o normal para Bolsonaro, pois sequer existe um partido que lhe dê estrutura e sustentação política no poder legislativo. Aliás, é inacreditável que até hoje não tenhamos o primeiro partido conservador dessa era atual aqui no Brasil e obriguemos um presidente a obter vitórias gigantescas sem essa ferramenta indispensável na política.

Portanto, ainda é cedo para dizer se Bolsonaro venceu ou perdeu na publicação da nota oficial. Talvez a gente leve anos para ter essa resposta, afinal, o governo continua tendo que governar o Brasil sem partido para lhe dar suporte no poder legislativo e com adversários que ocupam todos os espaços nas esferas de poder e concentram tudo entre si.

Jornalista da Folha fica preocupado com crescimento de apoio ao 7 de setembro

resenha

Por Redação O Congressista 

Em mais um Resenha Política, dessa vez realizado nesta quinta (2), os colunistas de O Congressista debateram como está a repercussão da grande mídia sobre as manifestações pela liberdade que serão realizadas no dia 7 de setembro, com Brasília e São Paulo como palcos principais. 

Especializado justamente em mídia, o colunista Raul Prudens abriu o debate revelando que uma matéria do jornal Folha de S. Paulo lamentou a disparada de posts nas redes sociais com participação de policiais, militares, caminhoneiros, cantores sertanejos e setor agropecuário apoiando abertamente as manifestações pela liberdade.

"A Folha fez uma matéria em tom totalmente de lamentação trazendo um levantamento da consultoria Quaest que mostra que as citações nas redes sociais em apoios aos atos de 7 de setembro explodiram nas redes sociais".

Lucas Fraternais comentou que as manifestações de 7 de setembro têm potencial para ser um divisor de águas.

"Existe um contexto diferente que é o fato de não haver uma pauta específica que será votada no Congresso, como voto impresso. Dessa vez as manifestações estão voltadas para os atos autoritários praticados cada vez com mais frequência pelos ministros do STF, tendo como alvo único e exclusivo os direitistas que apoiam Bolsonaro". 

Isadora Salutem afirmou que nunca viu o sistema de concentração de poder no Brasil tão inseguro.

"Eles sabem que estão tendo que se esforçar cada vez mais pra esconder a realidade dos fatos. O povo tem ido às ruas defender uma direção oposta da que eles querem. Isso está deixando esse sistema de concentração de poder bastante inseguro".

Salutem traçou a diferença de objetivos do povo e dos concentradores de poder no Brasil.

"Enquanto o desejo deles é manter essa concentração de poder, esse sistema fechado, que eles chamam de democracia, mas que é justamente o contrário de democrático, o povo quer exatamente abrir a política brasileira exigindo mais transparência nas eleições, além de liberdade de expressão, opinião e pensamento".

>>>Para que serve o Procurador-Geral da República?

Antônio Fidelium falou sobre a incoerência dos concentradores de poder falarem que estão "defendendo a democracia" enquanto o povo brasileiro pede as coisas mais básicas de uma democracia.

"Seria cômico se não fosse dramático. Os ministros do STF justificam todas as suas atitudes dizendo que é "defesa da democracia", mas ao mesmo tempo o povo está indo às ruas pedir liberdade de expressão, de opinião e de pensamento, que são as coisas mais básicas, os primeiros itens de um país democrático". 

E Lucas Fraternais completou o colega:

"Não podemos esquecer que o povo também pede transparência nas eleições, outro item básico de uma democracia. Apenas em países ditatoriais a eleição é organizada com obscurantismo e imposições de verdades por parte de quem está no poder, como acontece no Brasil". 

Após as exposições dos colegas, Raul Prudens revelou outra abordagem feita na matéria da Folha de São Paulo.

"Aqueles que concentram e aqueles que colaboram para a concentração de poder no Brasil, como parte da grande mídia, fazem uma inversão absurda do que é democrático e do que não é. A matéria da Folha disse que as manifestações da direita têm "origem golpista" justamente por ser colocar contra o autoritarismo do STF".

Isadora Salutem fechou o Resenha Política com um comentário curto e grosso.

"É surreal o que acontece no Brasil. Estão assassinando a democracia e dizendo que isso é para defender aquela que está sendo morta".
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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MILAGRE: esquerdista diz que STF está errado ao perseguir direita

colunistas

Por Raul Prudens

Neste final de semana me deparei com uma surpresa. Um conhecido que milita pelo PCO (Partido da Causa Operária, de extrema-esquerda) me disse que na visão dele o STF está perseguindo a direita e que também na sua opinião isso é um erro (sim, como jornalista sou obrigado a conviver com militantes da extrema-esquerda).  

É claro que não concordo com tudo que foi dito por ele. Esse senhor de 64 anos também afirmou que o Supremo está dando um motivo real para a direita se colocar na posição de vítima que sofre perseguição. Na verdade isso acontece aqui no Brasil desde sempre, nas universidades, no meio artístico, nas redações jornalísticas e por aí vai. 

Só quem é conservador no Brasil sabe como é complicado tentar levar uma vida em locais dominados pela esquerda. 

>>>Para que serve o Procurador-Geral da República?

Mas voltando ao que foi dito por esse senhor comunista, a frase dele que mais me surpreendeu foi: "democracia é quando os direitistas têm os mesmos direitos dos esquerdistas de falar o que quiser". Foi a primeira vez que vi alguém da extrema-esquerda fazendo a definição correta da palavra "democracia". Geralmente, os esquerdistas se dizem defensores da democracia ao mesmo tempo que querem cassar os direitos da direita. 

Não é de hoje, inclusive, que vejo muitos direitistas em tom de brincadeira, mas às vezes também falando seriamente, que estão sendo obrigados a concordar com publicações do PCO nas redes sociais. Este tem sido o único partido tanto da esquerda como da extrema-esquerda a buscar a sensatez em alguns momentos. 

Porém, recomendo aos direitistas que tomem cuidado nessa convergência ainda que pontual. Como revelou esse senhor, apesar dele reconhecer que o STF persegue a direita, o que realmente lhe incomoda é o fato da direita ser uma vítima dessa perseguição. 

No entanto, embora a defesa dele por direitos iguais ainda não seja totalmente genuína, obviamente já é muito melhor do que a de 99% dos esquerdistas que vemos por aí.  

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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Exclusivo: Bolsonaro prepara filiação ao PTB de Roberto Jefferson

politica

Por Redação O Congressista

Em mais uma edição do quadro Resenha Política, onde os colunistas de O Congressista debatem algum assunto selecionado pelo editor-chefe do site Wilson Oliveira, o colunista Lucas Fraternais trouxe a informação exclusiva que o presidente Jair Bolsonaro está preparando sua filiação ao PTB, partido comandado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, preso autoritariamente pelo STF.
 
"A prisão do Roberto Jefferson aproximou a família Bolsonaro do PTB. Foi o empurrãozinho que faltava. O Eduardo Bolsonaro até já participou de uma reunião do partido nos últimos dias. A informação que eu trago para esse Resenha Política é: o presidente Jair Bolsonaro está preparando a sua filiação ao PTB".

Segundo o colunista de O Congressista, já existe até um debate sobre a data do anúncio.

"Algumas opções sobre o dia do anúncio estão sendo discutidas. Dirigentes do PTB preferem que a notícia saia no dia que Roberto Jefferson for solto. Entre os mais próximos de Bolsonaro, o desejo é que a filiação seja anunciada no dia 8 de setembro, um dia após a manifestação pela liberdade".

Fraternais complementou a sua informação com outra, a respeito do posto de vice na chapa do Bolsonaro.

"Alguns dirigentes do partido, inclusive, estão defendendo que o Roberto Jefferson seja vice na chapa do Bolsonaro em 2022. Eu averiguei agora pouco que a cúpula do PP, que também sonha ou sonhava ocupar esse posto, não vê problema na indicação de Jefferson. Lembro que PP e PTB não possuem uma relação muito boa".

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Antônio Fidelium avaliou que será positivo se o presidente Jair Bolsonaro confirmar a escolha pelo PTB.

"É claro que não é o partido dos sonhos da direita brasileira, mas nas atuais circunstâncias, levando-se em conta os últimos acontecimentos, vejo como a melhor opção. Acredito que será positivo se isso for confirmado por Bolsonaro. É melhor do que se filiar ao PP".

Isadora Salutem lembrou que o PTB pode se organizar para promover a invasão da direita no Congresso Nacional.

"Vamos falar o português claro, né. Se o PTB não é o partido ideal para a direita brasileira, por outro lado é o que oferece a maior possibilidade de invasão direitista no Congresso Nacional nas eleições de 2022. No PP, isso jamais seria viável, pois o interesse do PP é eleger parlamentar com característica de centrão".

Antônio Fidelium, no entanto, citou o que pesa contra o partido.

"Não é o ideal para a direita brasileira por ter história e nome entrelaçados com a esquerda, né".

Raul Prudens, colunista especializado em mídia, afirmou que o PTB pode mudar de nome para melhorar sua imagem e se aproximar da direita.

"A história não dá pra apagar, mas o nome pode ser alterado, assim como o estatuto está sendo remodelado. A mudança de nome é algo que Roberto Jefferson resiste com toda as forças, ele gosta de manter uma espécie de tradição e história, mas acredito que ele pode ser convencido".  

Lucas Fraternais opinou que o partido vai melhorar bastante se colocar 'conservador' no nome.

"Se o PTB tirar trabalhismo do nome e colocar conservador, já melhora bastante".

E Prudens concuiu:

"Nem precisa colocar conservador, só de tirar 'trabalhismo' já vai ficar bem melhor".
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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