PL está dividido sobre Tarcisio em SP, mas decisão será de Bolsonaro

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Por Wilson Oliveira

A reunião ocorrida esta semana entre o presidente Jair Bolsonaro e o cacique do PL, Valdemar Costa Neto, resolveu questões importantes para confirmar a filiação do chefe do governo federal ao partido, no próximo dia 30. A principal é sobre São Paulo. Ficou decidido que Bolsonaro terá palavra final para escolher tanto o candidato ao governo como ao Senado. 

Como já é do conhecimento de todos, a vontade do presidente da república é lançar o ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Por parte do PP, partido que indicará o vice na chapa de Bolsonaro, a opção é vista com desconfiança. No PL, existe uma divisão, principalmente no diretório paulista. Uma parte está bastante entusiasmada com o nome de Tarcísio, enquanto outra acredita que o ministro não tem chance. 

O Congressista conversou rapidamente com dois dirigentes paulistas do PL para entender melhor esse choque de visões. Um acredita na vitória de Tarcísio, enquanto outro não leva fé. Ambos pediram para ficar no anonimato para não tumultuarem as negociações, mas foram receptivos às nossas perguntas.

O dirigente que é a favor explicou a sua posição fazendo uma metáfora bastante curiosa.

"Depois de ver a Avenida Paulista completamente tomada no dia 7 de setembro, fiquei convicto que o Bolsonaro elege para o Bandeirantes até o Coelhinho da Páscoa, se ele quiser".

Esse dirigente do PL explicou o que falta para o nome de Tarcísio Gomes de Freitas ser confirmado.

"Só falta o OK do próprio Tarcísio. Da parte do presidente Bolsonaro e do Valdemar já ficou tudo equacionado. Bolsonaro vai escolher quem ele quiser tanto para o governo como para o Senado por São Paulo". 

>>> A direita precisa reagir com inteligência a essa perseguição!

O integrante do diretório paulista do PL também esclareceu que não havia acordo confirmado de apoio a Rodrigo Garcia, atual vice-governador de São Paulo.

"Não existia (acordo com Rodrigo Garcia), era apenas uma conversa preliminar, uma inclinação do partido. Mas a gente nem podia confirmar nada pois nem o PSDB tem a sua vida definida". 

O outro dirigente do PL-SP que aceitou conversar com O Congressista encheu o ministro Tarcisio de elogios.

"Eu gostaria muito de acreditar que o Tarcisio é o favorito para vencer o governo de SP. Trata-se de um cara trabalhador, competente, uma pessoa da melhor qualidade. Ele é tão bom que recebe elogios até de gente da oposição". 

Mas após os elogios, trouxe um resumo do panorama eleitoral que ele enxerga no estado de São Paulo.

"Infelizmente a disputa no estado de São Paulo é muito mais complexa do que parece para quem é de fora. A esquerda domina a capital, e o PSDB domina o interior". 

Esse dirigente afirmou que acreditaria na vitória de Tarcísio em São Paulo caso o ministro começasse a rodar o interior do estado há um ano.

"Para o Tarcisio ter chances reais, ele deveria estar rodando as cidades do interior há pelo menos um ano. E pelo que sei, ele rodou muito mais o Centro-Oeste por ter nos seus planos se lançar ao Senado por algum estado daquela região".

Além da situação em São Paulo, outras questões foram pacificadas na reunião entre Bolsonaro e o presidente do PL. Valdemar se encarregou de neutralizar as intenções dos diretórios do Amazonas, de Alagoas e do Pernambuco de se coligarem com partidos da esquerda, como PT e PDT. 

Bolsonaro está em dúvida entre General Heleno e Bia Kicis para o Senado

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Por Wilson Oliveira

O presidente Jair Bolsonaro está perto de fechar algumas chapas e, enfim, ter seus palanques definidos em cada local do país. No Distrito Federal, falta apenas definir quem será seu candidato para o Senado. Os dois possíveis nomes são da deputada federal Bia Kicis e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional General Augusto Heleno. 

Por parte do PL, existe uma torcida velada para que a deputada Bia Kicis seja a escolhida, uma vez que ela já definiu que na próxima janela partidária deixará o PSL - que vai se transformar em União Brasil - para se filiar ao partido de Valdemar Costa Neto, que vê com bons olhos a chegada da deputada federal.

Caso Augusto Heleno seja o escolhido por Bolsonaro para a missão, é dado como certo que ele se filiará a outra legenda que não será nem PP nem PL. Republicanos e PSC são opções consideradas, mas não está descartado que o chefe do GSI opte até mesmo por uma sigla nanica. 

Outro ponto que faz os partidos do chamado centrão preferirem a escolha por Bia Kicis é o fato do próprio Heleno não estar seguro de que concorrer ao Senado é a melhor opção para si. Segundo fontes do governo federal, ele tem deixado claro em conversas de bastidores que prefere se candidatar para deputado federal.

>>> A direita precisa reagir com inteligência a essa perseguição!

Caso Heleno se lance para a Câmara por um partido nanico, PP e PL temem que ele puxe votos e eleja outros nomes dessa pequena legenda, que se fortaleceria e seria mais uma a ocupar espaço na base de apoio ao governo federal, o que faria os demais partidos terem que dividir ainda mais o "bolo governamental".

Candidatura para o governo do DF já tem nome praticamente certo

A vaga para candidato ao governo do DF com apoio do presidente Jair Bolsonaro está praticamente certo via acordo entre os partidos da coalizão bolsonarista. A ministra-chefe da Secretaria de Governo Flavia Arruda já estava acertada para esse posto quando foi nomeada por Bolsonaro para o ministério do governo federal. 

Deputada federal pelo PL, ela sempre deixou claro que seu projeto político passava pela eleição ao governo do DF em 2022. Esse é um dos casos que Bolsonaro cedeu para fechar sua filiação ao partido de Valdemar Costa Neto. Sendo assim, Flavia apenas aguarda a definição do chefe do governo federal quanto ao candidato ao Senado para saber com quem fará dobradinha no ano que vem. 

A candidatura da ministra ao governo brasiliense receberá o apoio do PP e do Republicanos. PSC e outros partidos também devem fechar questão para apoiar a candidata de Jair Bolsonaro.

Esquerdistas do PL preparam desfiliação coletiva em repúdio a Bolsonaro

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Por Wilson Oliveira

Tão logo ficou definido que o PL vai rever todos os acordos estaduais que desagradam Jair Bolsonaro, os opositores do presidente da república na legenda começaram a se movimentar para uma desfiliação coletiva em tom de repúdio.

A ideia desse grupo de filiados, pertencentes das regiões Norte e Nordeste e coligados nos seus estados com partidos de esquerda como PT e PDT, é deixar claro que a chegada de Bolsonaro ao PL não é uma unanimidade e que essa filiação foi uma imposição do cacique da legenda, Valdemar Costa Neto.  

Na reunião realizada na última quarta-feira entre Valdemar e os comandos de todos os diretórios estaduais do PL, a primeira desfiliação do partido já ficou definida. Trata-se de Maurício Quintella, secretário de Infraestrutura de Alagoas, estado governado por Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros, um dos adversários do governo federal.

Quintella tem o hábito de atacar Jair Bolsonaro no Twitter, inclusive utilizando xingamentos como "genocida". E na reunião do PL, fez questão de deixar claro que estava decepcionado com os rumos que o partido estava tomando ao se adaptar em todos os estados para receber o presidente da república e seus aliados. 

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Outro que já é dado como certo de sair do PL é o deputado federal Marcelo Ramos, do Amazonas, aliado do senador Omar Aziz e vice-presidente da Câmara dos Deputados. Ele tem reunião marcada com Valdemar Costa Neto para os próximos dias, mas já declarou que não dividirá palanque com Jair Bolsonaro "de jeito nenhum". 

Em outros estados, os caciques ainda acreditam que poderão conciliar os acordos firmados com a chegada do presidente Jair Bolsonaro. Na Bahia, o diretório do PL tenta unir o presidente e o prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que tentará o governo, no mesmo palanque. O mesmo acontece no Pará, com o governador Helder Barbalho (MDB), que buscará a reeleição.

No Piauí, talvez encontre-se a situação mais delicada. O presidente do diretório estadual, Fábio Xavier, é secretário de Cidades do governo Wellington Dias, que é do PT. Após a reunião do partido, Fábio saiu dizendo que não irá se desfiliar nem desfazer a parceria com o petista. Ele afirmou que não vê problemas na chegada de Bolsonaro ao PL e na manutenção dessa aliança com a esquerda. 

Fontes do PL, entretanto, asseguraram a O Congressista que os demais membros do diretório do partido no Piauí devem mudar de legenda para manter a aliança com o PT, o que vai provocar um esvaziamento na força de Fábio Xavier, o obrigando a também deixar o PL ou simplesmente ficar no partido, mas sem estar aliado com o governador do estado. 

Silenciosamente, PSC prepara o bote para filiar deputados bolsonaristas

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Por Wilson Oliveira

Independente da decisão final de Jair Bolsonaro sobre a própria filiação - se será no PL ou no PP - uma ala dos deputados federais fiéis ao presidente da república já bateu o martelo: não vai nem para um nem para o outro desses dois partidos. Os integrantes dessa turma não acham uma boa ideia se filiarem a uma legenda envolvida até a alma com os escândalos de corrupção dos governos PT.

O principal nome desse grupo é o do príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), que lidera, por parte desses deputados conservadores, as negociações para uma entrada do grupo no PSC. Os demais deputados que participam dessas conversas são Bibo Nunes (PSL-RS), Coronel Tadeu (PSL-SP), General Girão (PSL-RN), Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e Marcelo Brum (PSL- RS).

Os motivos para esses deputados preferirem uma filiação ao Partido Social Cristão é por enxergarem um viés mais conservador no programa da legenda, além de trabalharem com a possibilidade de mais abertura para comandarem a organização do partido visando a eleição para a Câmara dos Deputados. Prova disso é que eles estão mantendo essas conversas diretamente com o presidente nacional do PSC, o ex-senador Marcondes Gadelha.

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Gadelha, inclusive, ainda não desistiu de ter o próprio Jair Bolsonaro no seu partido. Caso a filiação pouquíssimo provável aconteça, seria um retorno de Bolsonaro a uma das legendas da qual fez parte. O presidente foi do PSC de 2016 a 2017, antes de se transferir para o PSL.

No entanto, o ex-senador tem afirmado a esses deputados conservadores que embora o partido esteja com as portas abertas para eles e para o presidente Jair Bolsonaro, o mesmo não acontece para os bolsonaristas considerados pelo próprio Marcondes Gadelha como "radicais". 

Fontes do PSC revelara a O Congressista que a legenda concorda que críticas precisam ser feitas ao STF, por exemplo, mas que não compactua com aqueles que costumam usar artifícios de violência nessas críticas. Curiosamente, o mesmo foi dito a Jair Bolsonaro quando ele negociava sua filiação com o PP. Apenas o PL se mostrou aberto a receber até mesmo essa ala mais combativa, que por sua vez tem uma preferência pelo PTB.

Problema encontrado por Bolsonaro no PL é o mesmo do PP

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Por Wilson Oliveira

O casamento do presidente Jair Bolsonaro com o PL não está cancelado, apenas a cerimônia ficou sem data marcada. E o motivo não é nada inédito. Com a tradição de fazer alianças regionais 'com qualquer um', partidos do centrão estão encontrando dificuldade para se enquadrarem numa linha eleitoral de direita que o presidente tem exigido para se filiar.

Como é comum no mundo político brasileiro dividido por inúmeros partidos, prefeitos e governadores que buscam a reeleição deixam seu arco de alianças bem amarrado muito antes do ano eleitoral, uma vez que esses acordos costumam ser feitos com os partidos da própria base do governante em questão. 

Curiosamente, o motivo para o Bolsonaro não ter se filiado ao PP vai reaparecendo no casamento quase marcado com o PL. Se no partido de Ciro Nogueira alguns estados da região Nordeste foram vistos com panorama de alianças incontornáveis, o mesmo não se diz (ainda) do partido de Valdemar Costa Neto sobre os acordos firmados na região.

Entretanto, nos últimos dias, o diretório nacional do Partido Liberal soltou um comunicado deixando os diretórios estaduais totalmente à vontade para manterem seus acordos já firmados mesmo após o evento de filiação do presidente Jair Bolsonaro, o que incomodou o chefe do governo federal. 

Ao abordar o assunto em troca de mensagens com Valdemar, outra questão veio à tona: a eleição para o governo de São Paulo. Além de fazer parte da base de apoio ao governador João Doria, o PL se comprometeu a apoiar Rodrigo Garcia (PSDB), que será o candidato da situação na eleição daquele estado. Bolsonaro se colocou totalmente contra essa aliança, assim como as do Nordeste com PT e afins. 

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Esse problema não deixa de ser uma mudança no cenário que se desenhava favorável para Jair Bolsonaro se filiar ao PL. Diante de uma movimentação que se iniciava dentro do partido, com contrários ao presidente da república ameaçando uma desfiliação em massa por reprovarem a chegada da nova estrela da legenda, Valdemar garantia que não iria fazer nenhum esforço para manter esses insatisfeitos nos quadros da sigla. 

Tudo mudou justamente com o informativo do diretório nacional do PL assegurando que os acordos já firmados em níveis estaduais teriam apoio da cúpula partidária para serem mantidos. Famoso por cumprir com sua palavra nos bastidores políticos, Valdemar Costa Neto precisará escolher se vai priorizar a filiação de Bolsonaro ou as alianças regionais do seu partido com legendas de esquerda. 

Bolsonaro ainda não discute filiação com outro partido

Tão logo saiu a notícia do cancelamento do evento de filiação de Jair Bolsonaro ao PL, quadros do PTB se movimentaram solicitando a presidente do partido, Graciela Nienov, um convite para que o presidente da república se filiasse à legenda. Graciela, no entanto, tem respondido que Bolsonaro já tem em mãos um convite formal feito pelo PTB há cerca de um mês e meio. 

Além de explicar que o convite já foi feito, Graciela Nienov tem comentado estar decepcionada com o presidente por ele não ter manifestado apoio ao ex-deputado Roberto Jefferson, desde sua prisão, além de ter menosprezado o PTB por preferir negociar com PP e PL.

O PP, por sua vez, está assistindo esse vai-não-vai de camarote, sem esboçar nenhuma reação. Existe um consenso entre os caciques do partido que é melhor apenas fazer parte da coligação do Bolsonaro do que receber a filiação do presidente, justamente porque a legenda de Ciro Nogueira não quer obrigar os diretórios do Nordeste a desfazerem seus acordos de alianças já firmados com os partidos de esquerda, como PT e PDT.

PP sugere apoio a Alckmin para governo de SP, mas Bolsonaro recusa

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Por Wilson Oliveira

O PP, um dos principais partidos da chapa bolsonarista, lançou uma cartada para tentar solucionar duas questões referentes à eleição para o governo de São Paulo: apoiar o ex-governador Geraldo Alckmin. Seria um incentivo para Alckmin se filiar ao União Brasil e trazer o partido para a coalizão de Bolsonaro, além de pisar com força no calo do atual governador João Doria, um dos maiores adversários de Jair Bolsonaro e que também virou rival de Alckmin.

No entanto, o presidente foi bastante enfático e recusou de imediato a ideia. Bolsonaro deixou claro que quer um "nome seu" para a disputa do Palácio Bandeirantes por considerar São Paulo essencial para a recuperação da economia do país. O chefe do governo federal ainda acredita que convencerá o ministro da infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas a aceitar a missão. 

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O PP não desistiu totalmente da ideia e voltará a apresentá-la ao presidente da república caso Tarcisio continue irredutível ao convite de disputar a eleição para o governo de São Paulo. Até o momento, é sabido que Bolsonaro não tem um plano B para o Palácio Bandeirantes. Em conversa com apoiadores no cercadinho do Planalto, o presidente chegou a afirmar que ainda não tem um nome para o estado. 

Geraldo Alckmin, por sua vez, sequer decidiu se vai mesmo se filiar ao União Brasil. O PSD, com apoio do PT, é outro partido que tenta obter o reforço de Alckmin para os seus quadros, o que pode mudar completamente essa proposta do PP. E o próprio União Brasil ainda não deu uma sinalização positiva ao PP sobre essa ideia, pois prefere primeiro resolver se vai mesmo receber a filiação de Alckmin.

A ideia apresentada pelo PP seria uma dobradinha com Alckmin para o governo paulista e Ricardo Salles para o Senado. A parte de Salles disputando para ser senador por São Paulo agrada Bolsonaro e pode se tornar realidade. O ex-ministro já vinha estudando se filiar ao PP antes mesmo de Bolsonaro nomear Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, como ministro-chefe da Casa Civil.

Bolsonaro espalhará aliados no PL, PP e Republicanos

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Por Wilson Oliveira

Após definir que irá se filiar ao PL, o presidente Jair Bolsonaro e a sua tropa de choque começaram imediatamente a trabalhar na formação da coalizão para a eleição presidencial. E nesse ponto, os trabalhos estão andando numa velocidade muito maior do que foi visto na definição do destino partidário do chefe do governo. Já é certo que além do PL, o PP e o Republicanos receberão filiações importantes de nomes ligados ao governo e participarão ativamente de um possível segundo mandato de Bolsonaro. 

Nessa coalizão, algumas questões já estão sacramentadas. As duas principais, referentes ao PP, é que o partido terá o nome que será o vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, além do apoio do governo para que Arthur Lira seja reeleito presidente da Câmara. Dessa forma, está confirmado que o deputado federal disputará a reeleição para o mesmo cargo, ficando fora de eleições majoritárias de Alagoas, seu estado. 

Numa tentativa de distribuição igualitária de destaque, o Republicanos também pode conquistar dois grandes espaços. Um é o de permanecer na gestão do Auxílio Brasil, que promete ser o maior programa social do Governo Bolsonaro, além de possivelmente ter o candidato do governo para a presidência do Senado, quando acabar o mandato de Rodrigo Pacheco à frente daquele colegiado.

Para as eleições de deputado federal, também está praticamente certo que Jair Bolsonaro pedirá votos tanto para os candidatos do PL como também do PP e do Republicanos. E para o presidente não haverá nenhum problema nisso, uma vez que os três partidos estão dispostos a ceder até mesmo o controle de alguns diretórios estaduais a nomes considerados bolsonaristas.

O controle de um diretório estadual é importantíssimo quando se fala em eleição para deputado, pois é o diretório estadual do partido que formaliza as nominatas (lista de prioridades de nomes que irão assumir os mandatos de acordo com a quantidade de votos que o partido irá receber, já que a eleição para deputado é proporcional) dos candidatos a deputado estadual e dos candidatos a deputado federal por aquele estado.

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PSC, PATRIOTA, PROS, PTB, PRTB e União Brasil estão no radar

A coalizão de Jair Bolsonaro ainda tem chance de ficar maior. Outros cinco partidos têm possibilidade de fechar questão a favor de candidatura do atual presidente no primeiro ou no segundo turno. Ou, ao menos, de ficar neutro durante a eleição, mas abrir as portas para alguns aliados do presidente, como é o caso do União Brasil.

No caso do Patriota, do PROS e do PRTB, o senador Flavio Bolsonaro tem mantido conversas com líderes dessas legendas na tentativa de convencê-los a apoiar o seu pai. Nessas negociações, entretanto, não está sendo feita nenhuma promessa de cargo, filiação ou apoio em eleição majoritária. Esses partidos estão recebendo apenas uma garantia de que serão contemplados caso a reeleição de Jair seja confirmada nas urnas.

No caso do PTB, que se afastou de Jair Bolsonaro por ele não ter dado sinalizações fortes de apoio a Roberto Jefferson desde que o ex-deputado federal foi preso, existe uma conversa para que o partido receba filiações de bolsonaristas e, possivelmente, tenha até mesmo alguns apoios em eleições majoritárias. No entanto, a cúpula da legenda passou a trabalhar com a filiação do vice-presidente Hamilton Mourão para formar uma espécie de "oposição de direita" a Bolsonaro. 

Como dito, o caso do União Brasil é o mais simples. O partido caminha para a neutralidade na eleição presidencial. Junior Bozzella, presidente do diretório de São Paulo e desafeto de Bolsonaro, até tentou levar a legenda para fazer parte da candidatura de Sergio Moro, mas foi desautorizado por Luciano Bivar e ACM Neto, os dois principais caciques do novo partido. O objetivo é abrir as portas para alguns bolsonaristas usufruírem da estrutura partidária em disputas pelo Senado ou por governos estaduais. 

Governo e União Brasil trabalham com uma equação de 'ganha-ganha', onde os dois lados possam ter um saldo positivo. O União com a eleição de muitos deputados federais, senadores e governadores, que é o principal objetivo do partido, e o governo com o apoio de todos esses nomes, ou, pelo menos, que se não forem ferrenhos apoiadores que também não entrem no terreno da oposição. 

Já o PSC, dentre esses partidos, é o que está em estágio mais avançado para entrar na coalizão de Jair Bolsonaro, figurando como uma opção bastante provável para receber filiações de peso, como, por exemplo, do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança, além de outros nomes. Esses políticos considerados bolsonaristas podem, inclusive, assumirem o comando de diretórios estaduais, se responsabilizando pela nominata de candidatos a deputado, tanto estadual como federal.

Dificilmente os grupos de Whatsapp vão ajudar na organização da direita

editorial

Por Wilson Oliveira

A eleição de 2022 promete ser muito mais complicada do que foi a de 2018, apesar do cenário apresentar uma coligação mais confortável para o presidente Jair Bolsonaro, com as participações de partidos como PP, PL, Republicanos e PSC. 

Além da mídia e de todo restante do establishment político jogando contra, os conservadores enfrentarão uma perseguição judicial por parte dos concentradores de poder como há muito tempo não se via no Brasil. Aliás, é algo parecido com o que os comunistas enfrentaram na época do Regime Militar. 

A estratégia utilizada em 2018, onde centenas de milhões de brasileiros, de forma totalmente espontânea, compartilharam de uma maneira frenética, intensa e ininterrupta conteúdos de apoio a Bolsonaro na internet dificilmente poderá ser repetida, até porque é justamente esse modus operandi que está no centro dessa perseguição. 

Insistir nisso, portanto, será facilitar o trabalho daqueles que planejam silenciar os conservadores. Soma-se a isso o fato de a direita precisar urgentemente se organizar para além das atuações nas redes sociais. E essa organização dificilmente surgirá de grupos de WhatsApp ou de canais do Telegram. 

>>> A direita precisa reagir com inteligência a essa perseguição!

É exatamente por esse motivo que O Congressista sugere que os conservadores comecem a se movimentar para fazer reuniões fora da internet. E para tal não é necessário nenhum plano mirabolante. Esses encontros podem acontecer entre sete, oito, nove, dez pessoas. Podem ser conhecidos do bairro, da escola, da faculdade, do trabalho, da academia. 

É claro que se essas reuniões acontecerem de maneira presencial será o ideal, mas podem acontecer até mesmo por videoconferência. O mais importante é que possibilitem os debates sobre política, sobre o que fazer, não apenas para reforçar o apoio a Bolsonaro, mas também para driblar a perseguição a qual os conservadores são vítimas. 

Mas é fundamental reforçar que se reunir para debater esse tipo de situação é muito diferente do que acontece em grupos de WhatsApp, onde 100 pessoas se juntam pra ficar compartilhando 800 conteúdos por dia e raramente há algum diálogo.

Através dessas reuniões, podem surgir a formação de associações, movimentos, até mesmo partidos políticos. São justamente iniciativas desse tipo que irão pavimentar o caminho para a tão sonhada organização da direita com a formação de uma base política. Mas isso depende dos direitistas deixarem a webdependência de lado. 

Bolsonaro se afasta do PTB para evitar manobra da Justiça Eleitoral

resenha

Por Redação O Congressista

O colunista Lucas Fraternais revelou, em mais uma edição do Resenha Política promovido por O Congressista, que o presidente Jair Bolsonaro se afastou do PTB por conta das declarações do líder do partido, Roberto Jefferson, sobre os ministros do Supremo.

Uma fonte me confidenciou que Bolsonaro até pode optar pelo PTB, mas hoje isso será visto como uma surpresa muito grande se acontecer. E o motivo para o presidente não ter se filiado ao partido é que ele vê como um problema as falas de Roberto Jefferson de que a situação do Supremo só será resolvida "na bala". 

Fraternais prosseguiu desmembrando a informação e revelou que o Tribunal Superior Eleitoral junto com o Supremo Tribunal Federal estudam aplicar uma pesada punição ao PTB, o que pode, consequentemente, inviabilizar a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição caso seja lançada pela legenda.

Bolsonaro acredita que se ele se filiar ao PTB, o TSE e o STF irão aplicar uma punição pesada ao partido, por conta dessas falas do Roberto Jefferson, acabando com a candidatura presidencial. Aí seria o fim da reeleição do Bolsonaro. E parece que esse alerta foi feito pelo ex-presidente Michel Temer, quando a filiação do Bolsonaro estava 99% acertada com o PTB.

Lucas Fraternais recebeu outra informação, vinda de outra fonte, que casa com essa a respeito do PTB. A segunda revelação é sobre o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela prisão de Roberto Jefferson e de outros apoiadores de Bolsonaro. Segundo o que foi passado por essa outra fonte ao nosso colunista, Moraes teme pela segurança das suas filhas.

Outra informação que eu recebi, de outra fonte, mas que está ligada a essa informação do PTB ser punido caso Bolsonaro se filie, é que o ministro do STF Alexandre de Moraes está bastante preocupado. Ele teme que a qualquer momento suas filhas sejam vítimas de algum tipo de violência física.

COLUNISTAS REPROVAM AMEAÇAS

Embora tenha se colocado contrária à prisão de quem faz ameaças aos ministros do STF, Isadora Salutem aproveitou para reprovar os direitistas que fazem esse tipo de abordagem.

Eu sou totalmente contra as ameaças de agressão física. Porém, não estou convencida que isso deva ser motivo para prisão.

Já o colunista Antônio Fidelium apresentou uma abordagem sob o ponto de vista político para também reprovar quem faz essas ameaças.

A gente pode abordar esse tema sob o ponto de vista penal e sob o ponto de vista político. Mas eu prefiro não entrar no âmbito penal por acreditar que preciso estudar mais pra formar uma opinião a respeito. Porém, sob o ponto de vista político, é uma burrice imensa fazer ameaça de agressão física. Todos vocês sabem que tenho uma desconfiança muito grande com esses personagens que surgem na direita dizendo que querem dar porrada em A ou B.

Especializado em mídia e comunicação, o colunista Raul Prudens concordou e lembrou que os autores dessas ameaças estão obtendo apenas derrotas com tal prática.

Concordo com o Fidelium. Não há nenhum ganho em debate, pois nem se trata de debate quando se faz esse tipo de abordagem. Na verdade, dizer que quer agredir fisicamente um ministro do STF só tem trazido derrotas para quem faz tal afirmação.

Isadora Salutem chamou de "mistério" o motivo para pessoas da direita continuarem adotando essa postura mesmo sabendo que as consequências não serão nada boas.

É um mistério. Quem faz ameaças como essa sofre severas punições e outros insistem em fazer o mesmo. Parece que esse pessoal está querendo sofrer essas punições para se promover às custas do desespero do cidadão comum que apoia o governo federal.

Antônio Fidelium aproveitou o comentário de Isadora para afirmar que sua desconfiança é justamente que os autores dessas ameaças estejam preocupados única e exclusivamente com promoção pessoal.

Essa é a minha maior desconfiança sobre quem fala esse tipo de coisa. É uma galera que acredito estar pouco se lixando para ganho de debate ou algum ganho para a direita. Na verdade é um pessoal que eu acredito só estar preocupado com ganho de cliques para aumentar a monetização dos seus vídeos.

Por fim, Isadora Salutem fez um alerta, apontando que essa terceira geração da direita brasileira pode chegar ao fim rapidamente caso fique nas mãos dessas pessoas que agem dessa maneira.

A direita não pode ficar refém dessas pessoas que têm essa como sua principal linha de atuação, pois se for assim essa terceira geração da direita brasileira vai morrer mais rápido que as duas gerações anteriores. 

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Quatro conservadores aceitaram o convite de
O Congressista e se disponibilizaram a comentar todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

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Confira os pontos positivos e negativos de PP, PL e PTB para Bolsonaro

análises


Por Wilson Oliveira e Lucas Fraternais

Jair Bolsonaro tem conversas bastante avançadas com o PP para uma filiação. No entanto, nos últimos dias, o presidente da república abriu a mesa de negociações com o PL, gostando bastante de boa parte do que escutou dos caciques do partido. 

Porém, antes das manifestações do dia 7 de setembro, Bolsonaro ficou muito perto de fechar sua filiação com o PTB de Roberto Jefferson, chegando a debater com a cúpula da legenda o dia que seria feito o anúncio, como publicado de forma exclusiva por O Congressista. 

A situação atual aponta que Jair Bolsonaro tem essas três opções como destino partidário e muito dificilmente sua escolha fugirá de PP, PL ou PTB. Por isso, após conversas com jornalistas que cobrem mais de perto essas negociações e com assessores que participam indiretamente desses encontros, reunimos os pontos positivos e negativos que o presidente enxerga em cada uma dessas legendas. 

Partido Progressista (PP)

PRÓS: é o maior dos três partidos que Bolsonaro mantém conversas, tem mais prefeitos e mais parlamentares, tanto na esfera federal como nas esferas estadual e municipal; é um partido que já participa do Governo Federal atrávés do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que, aliás, é um canal aberto e direto com o Senado; é uma legenda que agrada ministros do governo que pensam em se candidatar, pelo fato de ter mais verba pública para investir nas candidaturas; seus caciques prometeram carta branca ao presidente Bolsonaro para escolha dos candidatos a senador em todos os estados; Eduardo Bolsonaro assumirá o controle do diretório de São Paulo caso ele e seu pai se filiem; existe a chance ainda remota de composição com o União Brasil, partido formado pela fusão de PSL e DEM.

CONTRAS: após prometer carta branca a Bolsonaro para escolher os candidatos ao Senado em todos os estados, o partido vetou o nome de Tarcisio Gomes de Freitas no Centro-Oeste alegando que já há candidatos a senador nos estados da região; os diretórios da Bahia, Pernambuco e Paraíba insistem em ter a liberdade de apoiar Lula mesmo que Bolsonaro se candidate pelo partido; existe um temor por parte dos conservadores que eles ocupem posições muito desvantajosas na nominata da legenda para a eleição de deputado federal; o partido ficou muito queimado pelas participações no escândalo do Mensalão e do Petrolão, o que poderia atrapalhar a comunicação de campanha de Jair Bolsonaro.

Partido Liberal (PL)

PRÓS: além de também ter a promessa de escolher os candidatos ao Senado em todos os estados, sem veto, Bolsonaro também terá a liberdade de definir os candidatos (ou apoios) aos governos de estados-chave, como Rio de Janeiro e São Paulo; nenhum diretório estadual do PL se opõe a filiação e apoio a Bolsonaro nas eleições de 2022; todas as decisões do partido são responsabilidade do seu presidente nacional, Valdemar Costa Neto, o que é considerado um ponto muito positivo por Bolsonaro, pois torna o partido mais dinâmico e ágil; conservadores podem ocupar posições mais vantajosas na nominata da legenda para a eleição de deputado federal; existe a chance ainda remota de composição com o União Brasil, partido formado pela fusão de PSL e DEM.

CONTRAS: embora tenha crescido nas eleições municipais de 2020, o partido ainda não figura entre os maiores do Brasil, como é o caso do PP; o atual vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, que é filiado à legenda, é um opositor ferrenho de Bolsonaro e goza de imenso prestígio de Valdemar Costa Neto; antes de abrir conversas com Bolsonaro, o partido estava negociando com Lula a entrada na sua coligação; a legenda ficou muito queimada pela participação no escândalo do Mensalão, o que poderia atrapalhar a comunicação de campanha de Jair Bolsonaro.

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

PRÓS: Bolsonaro será o presidente de honra do partido caso se filie (que não é a mesma coisa que presidente do diretório nacional); Bolsonaro participará da formação da nominata para deputado federal, das escolhas de candidatos e apoios para o Senado e para o governo de todos os estados; Bolsonaro poderá sugerir a expulsão de membros do partido; a legenda modificou seu programa partidário assumindo um viés conservador; o partido é o preferido dos deputados federais bolsonaristas; desde que denunciou o escândalo do Mensalão, Roberto Jefferson se tornou um ferrenho opositor de Lula, do PT e da esquerda em geral. 

CONTRAS: o partido é muito menor que o PP e também menor que o PL, o que significa menos parlamentares, menos chefes de executivo e menos fundo eleitoral; Bolsonaro acredita que uma filiação à legenda poderia trazer mais problemas na sua relação com o STF pelo fato de Roberto Jefferson ser considerado um dos maiores críticos do Supremo; outro problema que uma filiação pode trazer é a fuga dos outros partidos - PP, PL e Republicanos - para a campanha de Lula ou da terceira via; fica descartada qualquer possibilidade de composição com o União Brasil, partido formado pela fusão de PSL e DEM. 

O QUEBRA-CABEÇA DE BOLSONARO

O mapeamento de pontos positivos e negativos de cada partido nos mostra que tanto o PP como o PL são as opções ideias para formar uma ampla coligação, o que pode ser fundamental não apenas para garantir candidaturas fortes aos governos estaduais e ao Senado em cada estado, mas também para impedir o surgimento de adversários fortes.

Por outro lado, o PTB é o partido adequado para acomodar os políticos conservadores que apoiam Bolsonaro e planejam renovar seus mandatos de deputado federal, ou mesmo para os conservadores que pretendem entrar na política pela primeira vez nas eleições de 2022.

Ao mesmo tempo, o PTB é um partido que tornaria praticamente inviável a formação de uma ampla coligação, que é um desejo real do presidente da república, assim como, por outro lado, tanto PP como PL não dariam o mesmo destaque para os conservadores que querem entrar na política e para aqueles que querem renovar seus mandatos, seja de deputado federal ou de deputado estadual. 

Uma opção já pensada seria a do presidente Jair Bolsonaro optar por PP ou PL, enquanto seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, se filiaria ao PTB com a condição de poder participar ativamente da elaboração da nominata do partido para as disputas de deputado federal e estadual.

Acontece que até mesmo essa opção tem o seu complicador: o partido escolhido por Bolsonaro - PP ou PL - ficaria insatisfeito se visse a possibilidade de ficar impedido de seguir outro caminho na eleição presidencial sendo que ao mesmo tempo correria o risco de não ampliar sua bancada na Câmara justamente por esbarrar na concorrência do PTB.

Para quem acha que a Jair Bolsonaro basta escolher uma legenda, aí estão todas as questões que nesse momento formam um verdadeiro quebra-cabeça na mesa presidencial. A informação mais atualizada que nós de O Congressista recebemos é que não está nada fácil solucionar todos esses pontos.