Projeto discute nomes conservadores para senador e governador em 2022

formação de base

Por Wilson Oliveira

A cada decisão estapafúrdia do STF, uma imensa quantidade de cidadãos brasileiros se irrita e exige uma reação do Congresso, principalmente do Senado, que é a casa legislativa responsável por votar impeachments de ministros do Supremo.

Alguns senadores, inclusive, já se manifestaram publicamente a favor da abertura desses processos de impedimentos de alguns togados, afirmando que o ativismo judicial da corte atingiu níveis intoleráveis. 

Há vários pedidos que já foram enviados à Brasília, tendo como principais alvos os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Luis Roberto Barroso, que ordenou recentemente ao Senado a abertura da CPI da Covid, é mais um que está entrando no radar dos pedidos. 

Como a chance real de um processo de impeachment de um ministro do STF ser aberto e aprovado ainda na legislatura vigente é muito pequena, O Congressista resolveu reunir um time de ativistas conservadores para debater nomes que podem concorrer aos cargos de senador e governador nas eleições de 2022.

A eleição para os governos estaduais é outra que vai requerer o máximo de atenção dos eleitores, principalmente após os muitos erros cometidos na gestão da pandemia. Denúncias de vultuosos desvios de verba pública destinada ao combate do coronavírus surgem em vários estados. 

Wilson Witzel (PSC) e Carlos Moisés (PSL), eleitos em 2018 respectivamente para os governos de Rio de Janeiro e Santa Catarina, estão com impeachments praticamente consolidados por conta da corrupção durante a pandemia. 

O projeto para a discussão de nomes conservadores para as próximas eleições chama-se SENGOV. Cada vez que novos possíveis candidatos forem incluídos, O Congressista divulgará um artigo informando. Inicialmente, a lista já conta com alguns nomes, como Bia Kicis (DF), Abraham Weintraub (SP) e Ernesto Araújo (RS). Confira abaixo a lista completa:

Abraham Weintraub (SP)

Ex-ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub (49 anos) também é economista e diretor-executivo do conselho administrativo do Banco Mundial, além de ter sido professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Na famosa reunião ministerial em que o ex-ministro Sergio Moro alegou haver provas de que o presidente Jair Bolsonaro estava interferindo na Polícia Federal, Weintraub proferiu a histórica frase em crítica aos ministros do STF: "Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando pelo STF".

Bia Kicis (DF)

Deputada federal e atualmente presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, Beatriz Kicis Torrents de Sordi (59 anos) também é advogada e foi procuradora do Distrito Federal. É fundadora do Instituto Resgata Brasil e uma das principais ativistas do País na defesa do voto impresso, tendo participado, em 2015, no Supremo Tribunal Federal, da audiência sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade como oradora na defesa da adoção do sistema de voto auditável nas eleições brasileiras.

Damares Alves (SE)

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves (57 anos) também é advogada e pastora evangélica. Está cotada para disputar o Senado pelo estado do Sergipe. Na famosa reunião ministerial em que o ex-ministro Sergio Moro alegou haver provas de que o presidente Jair Bolsonaro estava interferindo na Polícia Federal, Damares proferiu a histórica frase em crítica ao lockdown: "Idosos estão sendo algemados e jogados dentro de camburões no Brasil. Mulheres sendo jogadas no chão e sendo algemadas por não terem feito nada. A maior violação de direitos humanos da história do Brasil nos últimos trinta anos está acontecendo neste momento".

Ernesto Araújo (RS)

Ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Henrique Fraga Araújo (53 anos) é diplomata e escritor. Também é um dos principais expoentes em solo brasileiro da luta contra o globalismo. Já publicou inúmeros artigos sobre o tema. Em um dos textos, declarou: "Quero ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista".

Ricardo Salles (SP)

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles (45 anos) é advogado e administrador. Foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo, de 2016 a 2017. É fundador do Movimento Endireita Brasil. Em 2012, em parceria com o também advogado Guilherme Campos Abdalla, ingressou no Senado com um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF, por crime de responsabilidade, sob a alegação do ministro ter agido com parcialidade (a favor dos réus) no julgamento da Ação Penal 470, popularmaente conhecida como "Mensalão".

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Fazem parte do projeto SENGOV:

Bruno Campos
Daniel Garcia 
Guilherme Azevedo
Rodrigo Sias
Wilson Oliveira

O discurso conservador sobre a pandemia no Brasil

editorial

Por Wilson Oliveira

A pandemia, sobretudo no Brasil, apresenta um quadro bastante desafiador para a formulação de um discurso conservador, que sempre anda no sentido de evitar radicalismos. O conservador jamais toma uma posição no ímpeto, na emoção, no achismo. É preciso buscar entendimento e conhecimento acerca da realidade que se apresenta. 

E se temos um grupo de epidemiológicos contra o lockdown, defendendo que o vírus deve circular para a população atingir a imunidade de rebanho, e outo grupo a favor das medidas mais restritivas, alegando que enquanto a imunidade de rebanho não chega, o sistema de saúde - público e privado - pode entrar em colapso, é preciso fazer uma investigação de qual discurso deve ser adotado levando-se em consideração as teses desses dois grupos, que paradoxalmente argumentam com total sensatez. 

Portanto, o que surge no horizonte como caminho mais seguro para o discurso conservador é justamente uma tentativa de traçar uma linha entre os dois cenários apresentados. Ou seja, antes de tudo, defender a testagem em massa das pessoas para saber quem está saudável e quem está infectado em estado leve, assim como aqueles que estão apresentando maior probabilidade de pegar a doença e os que têm menos chance de adoecer. A partir desse mapeamento, adotar um sistema racional de isolamento dos infectados e dos que têm maior tendência de contrair a doença, permitindo a circulação dos que estão saudáveis e com baixa possibilidade de se infectar. 

Tendo a ciência que há pessoas saudáveis, sobretudo com baixa probabilidade de pegar covid-19, não parece muito sensato tentar proibir que esses cidadãos circulem e tenham contato com outras pessoas saudáveis que também apresentam um quadro de chances reduzidas de contração do vírus. O problema, aparentemente, é misturar os infectados e as pessoas com baixa imunidade na circulação do dia a dia, o que certamente serviu e continua servindo como acelerador no número de pacientes que precisam utilizar o sistema de saúde, alastrando, portanto, o índice de óbitos. 

A grande questão da pandemia especificamente no Brasil foi a total falta de controle nas testagens, o que não é um problema apenas do governo federal, mas também dos estaduais e dos municipais. Infelizmente, mais uma vez, a vontade de fazer discurso político ficou em primeiro lugar.

É até entristecedor falar isso, mas a impressão que passa é que autoridades e mídia brasileira estão mais preocupados com a próxima eleição presidencial, e como a pandemia irá influenciá-la, do que com o próprio efeito da pandemia na vida dos brasileiros. Dessa forma, o antagonismo entre antibolsonaristas e bolsonaristas está impedindo por completo a existência da uma unidade, ainda que pontual, para esse momento. Autoridades políticas e veículos de comunicação estão excessivamente preocupados em mostrar como o lado oposto é o errado. 

Para se aprofundar nessa análise, precisamos desenhar o quadro político brasileiro e a grande transformação pela qual esse quadro passou nos últimos anos. Até 2016, tínhamos esquerda, centrão e o bloco que nós de O Congressista chamamos de centrinho, que antes era liderado pelo PSDB e que atualmente, denominado como "centro democrático", comporta os possíveis candidatos à presidência como Luciano Huck, Luiz Henrique Mandetta, João Dionisio Amoedo, João Doria e Eduardo Leite. 

Antes de Bolsonaro, esses três blocos não promoviam debates tão profundos sobre questões externas à política - praticamente se limitavam a trocar acusações sobre quem era mais corrupto quando confrontados em uma disputa eleitoral. O centrão, por sua vez, poderia se aliar a qualquer um dos outros dois que estivesse no poder. A esquerda apresentava um discurso mais forte e combativo, mas não encontrava uma reação com mesmo vigor por parte do centrinho, que sempre manteve uma postura mais comedida, muito menos do centrão. 

Daí tivemos o ressurgimento da direita no Brasil após décadas de sono profundo. E rapidamente os direitistas alcançaram à presidência da república, em uma verdadeira avalanche política, varrendo a preferência em praticamente todos os estados brasileiros. A esquerda, que sempre teve um discurso forte e combativo, manteve a sua postura, até pisando mais no acelerador. E o centrinho, que sempre foi comedido, começou a ficar mais combativo contra o novo bloco que surgia, juntando-se aos esquerdistas nessa renovada queda de braço na política brasileira. Já o centrão em alguns momentos se mostra um aliado da direita, mas em outros, tenta florescer um meio-termo - porém, ninguém dá muitos ouvidos ao centrão justamente por saber que nunca foi um bloco que defendesse algo além dos seus próprios interesses.

Agora, acreditamos que estamos em um ponto de não-retorno, pelo menos no curto-médio prazo, a respeito desse Fla-Flu, com direita de um lado, esquerda e centrinho do outro. Duvidamos, por exemplo, que caso o presidente Bolsonaro não mencionasse em nenhum momento o tratamento precoce, houvesse tanto repúdio, por parte desses dois blocos opositores, aos medicamentes que o compõem. 

De igual forma, caso a dupla esquerda-centrinho tivesse defendido o tratamento precoce antes, não sabemos se os mais fiéis a Jair Bolsonaro comprariam a ideia. O mais provável é que não. O nível de desconfiança de um lado sobre o outro está em um ponto que acreditamos ser 100%. Não vemos um bolsonarista confiar em um antibolsonarista, assim como o oposto também está impraticável.   

Podemos discutir se a principal culpa do presidente Jair Bolsonaro nesse processo que se transformou a pandemia no Brasil é a comunicação, que tem sido uma falha do governo desde o seu primeiro dia. Bolsonaro poderia ser mais flexível e orientar os brasileiros a evitarem aglomerações justamente pra frear o número de casos e assim reduzir a demanda de quem defende o lockdown fervorosamente. Mas também temos a sensação que o presidente está apostando pesadamente, inclusive com objetivos eleitorais, em ter o apoio irrestrito de todos aqueles que são contra as medidas mais restritivas, não sobrando espaço para uma tentativa de discurso conciliador em nome da nação. 

Por outro lado, caso o presidente tentasse esse discurso ameno, não sabemos se aqueles que o odeiam iriam respeitá-lo. Não é absurdo imaginar que se Bolsonaro defendesse o lockdown, os antagônicos ao presidente arrumassem uma forma para ficar contra, talvez dizendo que ele estaria mostrando uma veia autoritária ou algo do tipo por querer fechar "tudo" no país. 

Portanto, reconhecemos que, apesar do próprio Bolsonaro não fazer muita questão de conciliar os lados antagônicos, seria muito difícil ele alcançar tal objetivo se esse fosse o seu desejo, já que o outro lado da moeda tampouco está preocupado em conciliação com o presidente, mas sim em derrotá-lo de uma vez por todas, nas urnas ou fora delas.

Feitas todas essas ressalvas, falando especificamente sobre a pandemia, o discurso conservador tem por obrigação não entrar em nenhuma demagogia, falácia e soluções fáceis para alimentar o ego de quem quer que seja. O primeiro ponto a ser abordado é que não é nada fácil encontrar uma saída para a pandemia no Brasil pelo fato de termos realidades econômico-sociais profundamente diferentes no país. 

Usando o Rio de Janeiro como cenário para análise, o morador da classe média alta, que reside sobretudo na zona sul e na Barra da Tijuca, pode lidar com a pandemia de um jeito, adotando o home office, evitando até mesmo ir ao supermercado e gastando um pouco mais do seu dinheiro com pedidos de comida por aplicativos, enquanto o cenário for de transmissões e mortes em uma escalada descontrolada. 

Indo à realidade social diametralmente oposta, o morador da favela não tem nenhuma condição de trabalhar em casa, muito menos de ficar solicitando refeições por app, ou por falta de dinheiro, ou pelo fato do local onde reside não poder receber entregadores. Temos indícios de que aqueles que defendem fervorosamente o lockdown - que são pessoas concentradas nas classes média, média-alta e alta - não pararam em momento algum pra pensar nessas questões sobre as comunidades carentes. 

Outro ponto são as pessoas que têm por natureza não respeitar nem orientações nem regras que sejam mais rígidas sobre o conceito de ir e vir - muitas de forma bastante despreocupada e irresponsável, como vemos em bailes e festas clandestinas. É ingênuo achar que esse retrato seria diferente caso o presidente Bolsonaro integrasse a defesa das medidas mais rígidas, uma vez que nesse grupo de pessoas há quem goste do presidente, quem não goste e quem simplesmente sequer presta atenção no que ele diz ou deixa de dizer.

Bolsonaro quer a queda dos comandantes das Forças Armadas

politica

Por Wilson Oliveira, Lucas Fraternais e Isadora Salutem

De acordo com informações publicadas pela Gazeta do Povo e confirmada por O Congressista com fontes próximas ao Planalto, há meses Bolsonaro vem bastante irritado com o alto comando das Forças, principalmente com o general Edson Leal Pujol, comandante do Exército.

Com as Forças Armadas tendo um índice de letalidade por Covid-19 na casa dos 0,13%, bem abaixo dos 2,5% da população brasileira, Bolsonaro pediu que os militares colaborassem com o governo federal na defesa do tratamento precoce a base de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. 

No entanto, o alto comando das forças rejeitou a ideia e preferiu apoiar o lockdown e todas as demais medidas defendidas pelos maiores veículos da mídia, maioria dos governadores e boa parte dos prefeitos.

Jair Bolsonaro, portanto, ordenou ao então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que intercedesse junto ao alto comando das Forças. As informações passadas por essas fontes é que Fernando recebeu as ordens presidenciais, mas ao sair da reunião simplesmente "lavou as mãos" por não querer se indispor principalmente com Pujol, que aquela altura já estava bastante crítico a Bolsonaro pela maneira que o presidente conduz a pandemia no Brasil.

Como se não bastasse ignorar os desejos do presidente da república, as Forças Armadas foram além. O Centro de Estudos Estratégicos do Exército (Ceeex), um órgão estratégico do Estado-Maior do Exército, preparou um estudo defendendo o isolamento social, com a adoção do lockdown caso as UTI's do país ficassem perto de entrar em colapso. A atitude deixou Bolsonaro profundamente irritado. 

O presidente recorreu novamente ao ministro Fernando Azevedo e Silva, dessa vez fazendo um pedido ainda mais pesado: a queda de Edson Leal Pujol. Mas novamente Bolsonaro não fora atendido. O agora ex-ministro da Defesa se reuniu com os três comandantes das Forças e ali ficou definido que uma nota conjunta seria publicada para "apaziguar os ânimos".

A essa altura, a insatisfação de Jair Bolsonaro com Azevedo e Silva já aumentava em uma escalada incontornável. Outros ministros do governo já davam início a uma contagem regressiva pela queda do colega. Ao que tudo indica, o único que não contava com essa demissão era o próprio Fernando Azevedo e Silva, que foi para a reunião desta segunda com Bolsonaro sem saber qual seria o teor da conversa, que foi bastante rápida, com Fernando praticamente não falando nada, apenas ouvindo que estava fora do governo. 

Já chegou ao Planalto a notícia de que os comandantes do Exército, general Edson Leal Pujol, da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, e da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Carlos Bermudez, avaliam uma entrega conjunta dos seus cargos. Por outro lado, já ciente dessa possibilidade, Bolsonaro torce para que ela de fato ocorra. Seu desejo é que as Forças tenham comandantes alinhados ao governo para que ações conjuntas possam ser colocadas em prática.

''Quando é com o STF, senadores enfiam o rabinho entre as pernas''

editorial

Por Wilson Oliveira

Disse o conservador Diego Garcia, que profissionalmente é cientista de dados:

"Bastou ser revelado o lobby do Senado com o 5G chinês, que se unem em um corporativismo sujo e imoral. Quando é para lutar contra os abusos do STF, enfiam o rabinho entre as pernas". 

O duplo-padrão no modo de agir dos senadores, na verdade, é mais do que uma simples covardia: é a defesa dos seus interesses. 

E para sermos justos, precisamos olhar a questão além da simplicidade sugerida. Há, dentro do Senado, como revelou o senador Jorge Kajuru em duas entrevistas à Jovem Pan nas últimas semanas, aqueles que estão interessados em lutar contra os abusos do Supremo Tribunal Federal. 

O grande problema é que, até onde se sabe, esses honrados, sem rabo preso (ou rabo entre as pernas), são menos da metade. Para que o Senado tenha condições, como casa legislativa, de ter uma postura mais digna, é preciso que os eleitores modifiquem profundamente sua composição.

Esse movimento até teve um start nas eleições de 2018, porém pequeno e desorganizado. O próprio Kajuru, que tem bandeiras bastante elogiáveis, já esteve em partido da extrema-esquerda. 

É preciso que os conservadores se unam e tirem da sacola boas candidaturas para o Senado já nas eleições de 2022. O ex-ministro Abraham Weintraub é um ótimo nome que vem sendo ventilado para essa missão. E o agora também ex-ministro Ernesto Araújo é outro. 

É claro que para isso se tornar concreto é preciso resolver uma outra questão muito séria: partido político. Mas isso vamos deixar para outro artigo. 

Quando o brasileiro vai defender o certo sem hipocrisia?

colunistas
 
Por Antônio Fidelium

No Resenha Política #5 afirmei: "A esquerda aplaude o autoritarismo se for usado contra a direita. E a direita aplaude o autoritarismo se for usado contra a esquerda. Os dois lados só reclamam do autoritarismo quando seu próprio lado é atingido. E o pessoal do centro aplaude tudo porque ainda não foi cerceado. Desse jeito não adianta, pode trocar os ministros do STF cem mil vezes que vamos continuar com os mesmos problemas".

Dito e feito. Bastou o ministro Edson Fachin tomar uma atitude que desfez o trabalho do maior ídolo dos eleitores de centro, o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, para os centristas se indignarem contra o STF, coisa que praticamente só acontecia quando eles queriam reclamar do ministro Kassio Nunes, indicado pelo presidente Bolsonaro para o Supremo. E nem adianta explicar para esses eleitores que o Fachin fez isso pra tentar salvar o próprio Moro, pois essas pessoas estão sem condições de raciocinar.

Voltando ao que escrevi para o Resenha Política #5: "Apontar os erros do lado oposto é muito fácil, até um ditador é capaz de fazer isso. O difícil é reconhecer quando o erro parte do seu próprio lado político. No dia que esquerda, centro e direita falarem "não vou mais tolerar abusos nem com os meus aliados e nem com os meus maiores adversários", aí pode ser que a coisa comece a melhorar". Eu vi muitos desses ditos 'lavajatistas' aplaudirem prisões ilegais de bolsonaristas decretadas por esse mesmo STF, mas agora eles querem reclamar do Supremo.

Eu continuo querendo saber quando que o brasileiro vai passar a defender o certo sem hipocrisia. Geralmente, o brasileiro quer que as coisas sejam corretas apenas se isso beneficiar o seu lado. Infelizmente, a maioria dos brasileiros aplaude uma punição ilegal se essa punição for contra um adversário, mas acham um absurdo uma punição ilegal apenas se ela for contra um aliado. Eu vou insistir nessa tecla enquanto for necessário.

Ser coerente na defesa do que é correto não é uma tarefa fácil. Para o brasileiro, então, acostumado com jeitinho e com a busca da vantagem a qualquer custo, torna-se ainda mais difícil. Buscar o certo sem hipocrisia requer se virar contra uma punição ilegal daquele que você odeia, assim como aceitar que um aliado tenha feito algo de errado.

Ser coerente na busca do correto é um direitista exigindo que Lula seja julgado dentro da lei, sem atalhos ilegais; é um esquerdista e um lavajatista criticando o STF por decretar prisões ilegais de bolsonaristas; é um lavajatista reconhecendo que a Lava Jato cometeu abusos e usou práticas erradas; é um direitista defendendo os direitos dos esquerdistas e vice-versa.

No momento atual, vejo pouquíssimos brasileiros tendo essa capacidade gigantesca para ser coerente na busca do que é correto. Mas eu reconheço que não é fácil atingir esse estado de espírito, ainda mais para uma pessoa que nasceu no Brasil, onde agir dessa forma é vista como "coisa de otário".
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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Militares e centrão aconselham Bolsonaro a se vacinar em público

politica

Por Isadora Salutem
 
Integrantes da ala militar do governo e deputados do centrão que pertencem à base na Câmara acreditam que as palavras utilizadas pelo presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias foram "péssimas". 

Bolsonaro chamou de "idiotas" aqueles que estão ansiosos por uma vacinação em massa contra a covid-19 e disse que é para "comprar na casa da tua mãe" ao se referir àqueles que lhe perguntam nas redes sociais sobre a aquisição dos imunizantes.

Em outra fala em público, também nos últimos dias, o presidente chamou a pandemia de "mimimi" e "frescura" e perguntou até quando as pessoas "vão ficar chorando". 

Cientes de que essas falas arranharam ainda mais a imagem do Brasil internacionalmente, além do potencial de causar um sentimento de abandono em boa parte da população brasileira, a ala militar do governo e o centrão querem que Jair Bolsonaro vacine-se em público, como forma de virar essa chave. 

A informação, divulgada primeiramente pela "CNN Brasil" e confirmada por "O Congressista", faz parte de um entendimento dessas correntes de apoio ao governo que o presidente precisa ter uma atitude firme a favor das vacinas para mostrar que está empenhado em frear o aumento de casos graves e mortes que vem acontecendo no país em decorrência da doença. 

No entanto, Jair Bolsonaro ainda não se mostrou disposto a colaborar com essa estratégia. O presidente tem dito a seus auxiliares que só vai pensar melhor nessa ideia quando a sua faixa etária (o presidente tem 65 anos) estiver na vez de se vacinar. Bolsonaro já rejeitou a ideia de "furar a fila" dos brasileiros. 

Um motivo forte para essas alas trabalharem essa ideia é que o governo federal recebeu um levantamento que mostra que a vacina se tornou a maior preocupação do brasileiro, superando, pela primeira vez desde o início da pandemia, a questão do desemprego. Esses dados mostram que, inclusive, os próprios eleitores conservadores passaram a apontar a imunização como medida de maior emergência. 

Os militares e os partidos que estão inclinados a apoiar Jair Bolsonaro em 2022 querem evitar o fortalecimento da narrativa de que o presidente teria abandonado o povo brasileiro enquanto o restante do mundo se vacinava. O Brasil vem enfrentando uma desaceleração na vacinação por falta de imunizantes. 

O cálculo feito por esses apoiadores políticos e que trabalham no próprio governo é que deve-se evitar a todo custo que no período da próxima eleição presidencial, no ano que vem, ainda falte uma grande porcentagem de cidadãos para se vacinar. Existe um medo muito grande que a nova variante da covid-19, muito mais transmissível e agressiva, devaste uma reeleição considerada ganha até poucos dias atrás. 

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Quatro conservadores aceitaram o convite de
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Vereador bolsonarista move ação para prender Freixo e Ciro Gomes

fraternais

Por Lucas Fraternais

O jovem vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PRTB-MG), apontado por muitos como um dos mais promissores políticos da direita brasileira, elaborou uma notícia-crime pedindo a prisão do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e do empresário Marcelo Yamaguchi. Segundo Nikolas, os três, por terem feito ameaças de morte ao presidente Jair Bolsonaro, se enquadram na Lei de Segurança Nacional, a mesma utilizada por Alexandre de Moraes para prender o deputado bolsonarista Daniel Silveira.

"Semana passada o STF sedimentou o entendimento de que todo aquele que ofende autoridade protegida pela Lei de Segurança Nacional deve ser enquadrado criminalmente. Não somente os ministros do STF possuem tal proteção. Os presidentes da Câmara, do Senado e o presidente da república também. Portanto, eu elaborei aqui uma notícia-crime postulatória pedindo a prisão de Ciro Ferreira Gomes, do Marcelo Freixo e do Marcelo Tamaro Yamaguchi Guedes", declarou Nikolas.

No caso de Ciro Gomes, Nikolas afirmou que o ex-governador do Ceará incitou a violência contra o presidente da república o ameaçando de morte. Em uma live, Ciro prometeu dar a Bolsonaro o mesmo destino que Mussolini. O líder do fascismo foi morto em 28 de abril de 1945. Na transmissão, o político esquerdista disse: "Se ele tentar um golpe nós daremos a ele o destino que teve Mussolini".

"Seguindo a mesma esteira de entendimento do STF, no caso do Daniel Silveira, o ministro Alexandre de Moraes diz que essas condutas criminosas do parlamentar configuram flagrante delito por conta do vídeo continuar disponível na rede de computadores. Portanto, por isso eu peço a prisão em flagrante do Ciro Gomes, porque de fato esse vídeo ainda continua na rede de computadores mundial", argumentou Nikolas Ferreira.

Com relação ao deputado federal Marcelo Freixo e ao empresário Marcelo Yamaguchi, o jovem vereador utiliza tweets do parlamentar e um utensílio vendido por Yamaguchi que faz referência à cabeça degolada de Bolsonaro. Nikolas afirma que esses são exemplos de manifestação de ódio que ameaçam a vida do presidente.

"Do Marcelo Freixo por esses tweets, ele dizer 'é impeachment ou morte' e também 'Bolsonaro genocida'. Ele claramente atenta contra a vida do presidente da república. E do Marcelo Yamaguchi, ele é o rapaz responsável por vender a cabeça do presidente em sua empresa. O que claramente é o reflexo de tudo aquilo que os parlamentares estão dizendo aí em suas redes sociais, citando de fato o ódio, a morte contra o presidente da república".

Nikolas defende que da mesma forma que Daniel Silveira (PSL) foi preso por manifestações que, na interpretação de Alexandre de Moraes, são criminosas de acordo com a LSN, o mesmo seja aplicado às mensagens de mesmo teor emitidas por personagens da esquerda.

"O meu papel aqui como fiscalizador da lei é pedir isonomia, igualdade, pra que de fato, da mesma maneira como há uma decisão do Supremo Tribunal Federal contra o deputado Daniel Silveira, também o entendimento seja estendido para os demais parlamentares, ex-parlamentares e esse rapaz que vende cabeça do presidente em suas redes sociais".las Ferreira mostrou manifestações de Ciro Gomes e Marcelo Freixo fazendo ameaças de morte ao presidente Jair Bolsonaro".

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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Kim Paim afirma que direita não vai ganhar nada na força

formação de base

Por Raul Prudens
 
O youtuber conservador Kim Paim aproveitou o episódio envolvendo o deputado bolsonarista Daniel Silveira para transmitir várias mensagens para os seus seguidores. Seu canal no YouTube tem um público praticamente todo conservador. O principal recado passado por Kim nesses últimos dias é que a direita não vai alcançar seus objetivos na base da força. 

"Gente, não é assim que se resolve as coisas no Brasil. No fórceps, a gente não vai vencer. Uma das primeiras vitórias que a gente teve agora foi quando Bolsonaro parou com o centrão e conversou. As coisas começaram a avançar. Era a CCJ, as comissões, as reformas andando", disse Kim Paim.

Embora concorde que o STF mereça críticas, o youtuber afirmou que não é preciso xingar para criticar e falar como são as coisas.  

"Eu falei várias vezes: meus amigos, sejam serenos. Vocês querem criticar o STF? Critique numa boa. Você não precisa xingar uma pessoa pra criticá-la. Xingar nunca é a resolução. A gente não pode baixar (o nível)".

Em um de seus vídeos nesta última semana, após a prisão de Daniel Silveira, Kim Paim mostrou uma matéria que trazia uma foto com apoiadores do deputado bolsonarista agredindo um cidadão esquerdistas que segurava uma placa com o nome da vereadora carioca do PSOL, Marielle Franco, assassinada em 2018. O youtuber afirmou que esse tipo de coisa não vai ajudar em nada a direita. 

"Aí eu me deparo com essas matérias: apoiadores de Daniel Silveira agridem homem que segurava placa de Marielle. Putz grila, cara. Isso aqui vai ajudar a gente? Olha essa foto, cara. Qual a narrativa por trás? A que ponto chegou pro cara dar esse mata-leão? Independente de tudo, a mídia pintou e bordou. Isso ajuda em que, pessoal?".

"O cara que ainda não pisou na direita, está com medo de entrar pra direita, vai falar: 'pô, se isso aí é ser bolsonarista, não sou não'. Não dá pra ser assim, gente. Não dá pra aceitar isso daí e falar que isso aí é normal".  

Kim Paim também comentou sobre alguns pedidos de direitistas para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) prenda o ministro do STF Alexandre de Moraes. Kim demonstrou ficar assustado com um pedido que é completamente impossível, já que não cabe ao presidente da Câmara emitir ordem de prisão para ministros do Supremo. 

"Eu vi gente falando que o Lira precisa colocar o Alexandre de Moraes na cadeia. Gente que eu sei que entende o que está acontecendo, gente que não é militante, não é o povo. Perfil grande falando isso. Inflando a mitar, lacrar com mitadas. São umas coisas que me deixam chateado".

Confira outros comentários importantes feitos por Kim Paim em seu canal no YouTube:

Tempo perdido

"Eu tô cansado. A gente começou a dar certo o Brasil e vai (dar certo), (mas olha) aí o tempo que a gente perde de novo. Foi uma derrota o que aconteceu (prisão do Daniel Silveira). A gente estava vindo bem. Olhando de forma fria e objetiva. Fazer um vídeo, daquela forma, valeu a pena? Já imaginou perder a CCJ (a deputada bolsonarista Bia Kicis precisa de votos de outros deputados pra ser eleita presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara)?   

Mundo real

"Ou a gente aceita o mundo real e com base nas informações do mundo real começa a traçar as nossas estratégias, baseadas no mundo real, com os problemas reais que nós temos, ou, se a gente não faz isso, a gente vai perder. Ou a gente entende onde a gente está e vai no passinho, ou a gente vai perder".   

Julgamento justo para Daniel Silveira

"Semana passada, teve a questão do Gilmar Mendes. O Gilmar Mendes falou do Lula, que o Lula merecia um julgamento justo. Uma boa parte da direita foi atacar o Gilmar Mendes. Que foi que eu falei na época? Pessoal, não é porque a gente tem a manopla de tânus que a gente pode utilizar a manopla de tânus. 

Sabe qual era a estratégia boa pra usar com o Gilmar Mendes? Falar: 'pô, Gilmar Mendes, é isso aí, cara, parabéns. Eu pensei que era só a gente da direita que defendia o julgamento justo'. Era pra ter feito o maior estardalhaço, finalmente algum ministro do STF defende o julgamento justo. 

Eu lembro que eu falei isso daí. Então eu acho que estou no direito de pedir um julgamento justo pro Daniel. Agora, e quem falou que o Lula não merece um julgamento justo? E aí? A manopla de tânus quando é usada contra a gente é ruim, né?".

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Quatro conservadores aceitaram o convite de
O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

Siga os participantes do Resenha Política, através dos seus codinomes, no Twitter: 

Resenha #05: ''No Brasil, só há liberdade para ser hipócrita''

resenha

O vídeo do deputado Daniel Silveira, com palavras bastante fortes contra os ministros do STF, e a consequente prisão do parlamentar bolsonarista, levantou uma questão:
por que a liberdade de expressão tornou-se um problema no Brasil? Confira o posicionamento de cada um dos participantes do Resenha Política. 

  • Antônio Fidelium

O grande problema é que no Brasil só há liberdade para ser hipócrita. A esquerda aplaude o autoritarismo se for usado contra a direita. E a direita aplaude o autoritarismo se for usado contra a esquerda. Os dois lados só reclamam do autoritarismo quando seu próprio lado é atingido. E o pessoal do centro aplaude tudo porque ainda não foi cerceado. Desse jeito não adianta, pode trocar os ministros do STF cem mil vezes que vamos continuar com os mesmos problemas. Apontar os erros do lado oposto é muito fácil, até um ditador é capaz de fazer isso. O difícil é reconhecer quando o erro parte do seu próprio lado político. No dia que esquerda, centro e direita falarem "não vou mais tolerar abusos nem com os meus aliados e nem com os meus maiores adversários", aí pode ser que a coisa comece a melhorar.

  • Raul Prudens

O Brasil não está acostumado com a existência de dois lados opostos na política. Quando tínhamos PT vs. PSDB, havia um falso antagonismo, pois os petistas gritavam e os tucanos ficavam morrendo de medo. Agora existe uma direita que não tem medo dos berros esquerdistas, o que deixa todo mundo que é isentão, como os próprios tucanos, escandalizados, com a esquerda tentando tirar proveito, se fazendo de vítima e xingando o outro lado que agora discorda com firmeza. Se as palavras do deputado Daniel Silveira saíssem da boca de um parlamentar esquerdista e fossem direcionadas ao presidente Jair Bolsonaro, não haveria "prisão em flagrante". A direita, que entrou na política brasileira há pouco tempo, ainda comete erros, porém são erros que julgo como normais, pois são erros de principiante.

  • Isadora Salutem

O brasileiro não gosta de ser profundamente contrariado, principalmente nos assuntos que invadem terreno político. Dizer "eu discordo totalmente de você" é praticamente uma afronta, parece que você está chamando o sujeito pra briga. Conheço muitas pessoas que têm medo de debater política com os colegas de trabalho porque tem uma opinião que é diferente da opinião compartilhada por todos os demais. E isso é um negócio muito sério, pois afeta as relações profissionais, pode causar demissão, afeta até mesmo relação entre familiares. E acredito que em outros ambientes, como no universitário, é ainda pior, principalmente quando há casos de turmas com praticamente todos os alunos pensando de uma forma, e um ou dois pensando diferente, podendo sofrer uma repressão violenta ou uma humilhação psicológica. Essas pessoas convivem sem nenhuma liberdade de expressão.

  • Lucas Fraternais

A liberdade de expressão no Brasil só é um problema para quem é de direita. Nós nunca vimos um esquerdista ser punido por fazer manifestação de ódio contra a direita, apesar deles fazerem isso o tempo todo. Antes da direita, faziam com políticos do PSDB. E isso partia até mesmo de revistas, blogs, propaganda partidária e também políticos com mandato. Esse domínio esquerdista, que até pouco tempo era absoluto nos principais territórios onde deveria haver debate político, como imprensa, universidade e a própria política, pois antes o centro tinha medo de discordar da esquerda, acabou gerando uma direita que é bastante revoltada, seja com a hipocrisia, seja com a censura que lhe é imposta. Acontece que a consequência disso, direitistas agindo muitas vezes sem pensar porque guardaram dentro de si esse sentimento de proibição às opiniões de direita, acaba se voltando contra a própria direita. Quando um esquerdista extrapola e fala coisas que não devia, ninguém levanta discussão sobre os limites da liberdade de expressão, esse debate só acontece quando o autor das palavras fortes é alguém da direita, principalmente se for um bolsonarista.

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Quatro conservadores aceitaram o convite de
O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

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NOVO foi único partido a votar 100% para Daniel Silveira ser solto

análises

Por Wilson Oliveira

O partido NOVO foi a única bancada em que todos os deputados (oito) votaram para Daniel Silveira ser solto. O PSL, legenda de Silveira, foi a que mais concedeu votos pela liberdade do parlamentar bolsonarista (38), mas por se tratar de uma bancada rachada, também foram 11 votos para ele continuar preso e três abstenções. 

A votação aconteceu em sessão realizada no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta sexta-feira (19). Foram 20 partidos concedendo pelo menos um voto para o aliado do presidente Jair Bolsonaro retomar sua liberdade.

Quatro partidos de esquerda tiveram 100% dos votos para Silveira permanecer preso: PT (51), PSOL (10), PCdoB (7) e Rede (1). O PSB e o PDT, que também são esquerdistas, mas possuem parlamentares que não seguem totalmente suas lideranças, concederam, respectivamente, cinco e três votos pela liberdade de Daniel Silveira. 

Confira abaixo o ranking dos partidos que mais deram votos pela soltura de Daniel. Entre parênteses, o número total de deputados que a legenda possui.

1º - PSL: 38 (52)

2º - PTB: 9 (11)
PSD: 9 (35)

4º - NOVO: 8 (8)
PL: 8 (42)

6º - PSC: 7 (10)
PODEMOS: 7 (10)

8º - PROS: 6 (11)
PP: 6 (40)

10º - DEM: 5 (29)
PSB: 5 (30)
PSDB: 5 (32)
MDB: 5 (34)

14º - PDT: 3 (26)
Republicanos: 3 (32)

16º - Patriota: 2 (6)
Cidadania: 2 (8)

18º - PV: 1 (4)
Avante: 1 (8)
Solideriedade: 1 (14)